Fundo Amazônia destina 96 milhões para fomentar sociobioeconomia

R$96,6 milhões do Fundo Amazônia vão a projeto de apoio a atividades sustentáveis; cenário político de Rondônia aquece com definições e candidaturas rumo a 2026

Fundo Amazônia destina 96 milhões para fomentar sociobioeconomia

Sociobioeconomia: O termo reúne elementos sociais, biológicos e econômicos com objetivo de priorizar a sociedade e a justiça social na geração de riqueza a partir da vida. Diferente de uma economia puramente orientada por interesses e da bioeconomia que foca apenas na extração de recursos, a sociobioeconomia propõe ganhos compartilhados e proteção das gerações futuras.

Criminalidade ambiental tem sido tratada como uma forma perversa de bioeconomia, marcada pelo desrespeito às leis e ao meio ambiente. Especialistas defendem que preservar a floresta pode trazer retornos econômicos mais sustentáveis do que o desmatamento indiscriminado, quando há políticas que valorizem a conservação e o desenvolvimento local.

No final de 2025, R$ 96,6 milhões do Fundo Amazônia foram destinados ao projeto "Florestas e Comunidades: Amazônia Viva", contratado pelo BNDES em parceria com a Conab. O recurso visa fortalecer atividades produtivas sustentáveis, ampliar o acesso ao mercado de alimentos e produtos da agricultura familiar e apoiar iniciativas alinhadas à sociobioeconomia, combinando combate ao desmatamento com geração de emprego e renda nas comunidades amazônicas.

Política estadual: O governador Marcos Rocha permanece no Palácio Rio Madeira, encerrando, por ora, as pretensões eleitorais de membros próximos da família — como a esposa Luana Rocha e o irmão Sandro Rocha — para cargos legislativos nas próximas eleições.

O senador Confúcio Moura (MDB) ainda não definiu se disputará a reeleição em 2026 ou se tentará outra alternativa, inclusive a candidatura ao governo de Rondônia. Três cenários permanecem em aberto: desistir da disputa, disputar a reeleição ao Senado ou concorrer ao governo estadual.

O partido Novo em Rondônia divulgou nominata competitiva para a Assembleia Legislativa, liderada pelo deputado estadual Luís Hospital (Jaru). A lista inclui a vice-prefeita de Porto Velho Magna dos Anjos, os ex-deputados estaduais Edson Martins e Ari Saraiva, o vereador Lucas Folador e o ex-vice-prefeito Edgar do Boi. A composição da legenda indica potencial para eleger ao menos dois deputados estaduais.

De Porto Velho, 13 vereadores devem concorrer nas eleições de 2026: 10 buscam vaga na Assembleia Legislativa e três na Câmara dos Deputados. Entre os nomes mencionados como favoritos para a Assembleia estão Márcio Pacele e Breno Mendes. Para a Câmara Federal surgem as candidaturas do pastor Ivanildo, da sindicalista Eis Regina e da comerciante Sofia Andrade, embora as chances dos vereadores da capital em conquistar cadeira federal sejam menores.

Disputa pelo governo: O quadro eleitoral estadual aponta para uma polarização entre o senador Marcos Rogério (PL) e o ex-prefeito Hildon Chaves (União Progressista). Marcos Rogério tem força na região central e no Cone Sul; Hildon concentra vantagem em Porto Velho, onde estão aproximadamente dois terços dos eleitores do estado.

O Vale do Jamari, com Ariquemes, aparece como região decisiva para o desfecho da disputa. O ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), também busca espaço para equilibrar a corrida, embora sua base atual esteja mais restrita à Zona da Mata e à Região do Café.

Na avaliação do cenário eleitoral, Marcos Rogério parte em vantagem pela melhor largada regional, Hildon tem ampla frente urbana em Porto Velho e Fúria precisa ampliar a capilaridade. A disputa tende a se definir em dois turnos caso nenhum candidato alcance maioria absoluta.

Assuntos eleitorais e sociais: Cerca de 10% do eleitorado em Rondônia precisa regularizar a situação para garantir o direito ao voto nas eleições de outubro, segundo levantamentos eleitorais. A regularização é condição essencial para a participação das parcelas afetadas.

Em termos de governança, o estado e o país enfrentam episódios recorrentes de investigações e prisões de autoridades eleitas, um fator que influencia a percepção pública sobre instituições políticas e o comportamento eleitoral.

No campo da saúde pública, a falta de saneamento básico em áreas urbanas como Porto Velho tem impacto direto nos índices de doenças gastrointestinais. Autoridades e especialistas apontam para a necessidade de investimentos urgentes em infraestrutura de esgoto e abastecimento de água para reduzir riscos sanitários e melhorar a qualidade de vida.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo