Eleicoes 2026 Rondonia definem transferencia de voto e dobradinhas
Povos originários já usam o ingá-açu da Amazônia como remédio natural contra inflamações, úlceras e tumores; fruto merece maior aproveitamento.
O ingá-açu, árvore frutífera da família das leguminosas encontrada na Amazônia, voltou a ser destaque após divulgação recente no Sul do país sobre seu “algodão doce”. Além do porte e das vagens grandes — que justificam o nome “açu” —, comunidades indígenas da região utilizam a planta há séculos como remédio tradicional para tumores, inflamações, úlceras e feridas, o que aponta para potencialidades medicinais ainda pouco exploradas comercialmente e cientificamente.
A divulgação sobre o ingá-açu reacende uma discussão mais ampla sobre desconhecimento interno do próprio país e sobre a forma como percepções externas, muitas vezes equivocadas, moldam a imagem do Brasil no exterior.
Nas eleições de 2026 será possível avaliar a capacidade de lideranças políticas em transferir votos a candidatos aliados. Em Rondônia, há exemplos históricos distintos: o ex-governador Jorge Teixeira de Oliveira (Teixeirão) e outros nomes locais, como Jeronimo Santana, José Bianco e Oswaldo Piana, não conseguiram consolidar herdeiros políticos; por outro lado, Valdir Raupp conseguiu eleger repetidamente sua esposa Marinha Raupp para a Câmara dos Deputados, observando-se episódios de sucessão familiar bem-sucedida na política estadual.
Na atual pré-campanha ocorrem várias "dobradinhas" entre ex-prefeitos e cônjuges. Em Porto Velho, o ex-prefeito Hildon Chaves apoia a candidatura de Ieda Chaves à Assembleia Legislativa; em Cacoal, o ex-prefeito Adailton Fúria faz dobradinha com Joliane Fúria para a Câmara dos Deputados; o prefeito de Porto Velho, Leo Moraes (Podemos), busca viabilizar a eleição do irmão Paulo Moraes Júnior para a Assembleia; e a prefeita de Ariquemes, Carla Redano, apoia a reeleição do marido Alex Redano à Assembleia Legislativa.
O ex-vice-governador Airton Gurgacz (PDT-Ji-Paraná) confirmou candidatura à Câmara dos Deputados nas eleições de outubro. Seu nome deverá ser ratificado nas convenções partidárias que começam em breve. Gurgacz tem domicílio eleitoral na região central do estado e histórico de atuação na administração do ex-governador Confúcio Moura, integrando uma tradição de vices políticos oriundos de Ji-Paraná.
Entre os nomes apontados como prováveis eleitos para a Assembleia Legislativa na próxima legislatura estão:
- Márcio Pacele (Porto Velho)
- Marley Mezomo (Ariquemes)
- Carlos Magno (Ouro Preto do Oeste)
- Wiveslando Neiva (Cerejeiras)
- Ninho Testoni (Jaru)
Especialistas e observadores preveem grande renovação tanto na Assembleia Legislativa quanto na bancada federal na Câmara dos Deputados.
No plano nacional, o projeto do deputado federal Amon Mandel (Republicanos-AM) propõe a extinção dos cargos de vereador em municípios muito pequenos, com substituição por conselheiros municipais sem remuneração. Defensores afirmam que a medida reduziria gastos e conteria práticas abusivas; críticos alertam para riscos democráticos e para a necessidade de mecanismos de fiscalização. O debate ganha força diante de episódios locais, como em Vilhena, onde tramita proposta de aumento salarial dos vereadores de R$ 11 mil para R$ 17 mil, alvo de críticas por supostos gastos com diárias e deslocamentos.
Calendário e panorama político: a propaganda eleitoral do primeiro turno de 2026 começa em 16 de agosto, após a realização das convenções partidárias e o registro das candidaturas. Enquanto isso, Porto Velho registra alta de violência em grandes conjuntos habitacionais, cenário que autoridades de segurança pública são cobradas a enfrentar com maior rigor. No Acre, a política estadual segue marcada por lideranças femininas: Mailza Assis, que assumiu o governo como vice e passa a disputar a vaga de governadora, tem como candidata a vice a deputada Jéssica Sales, composição que também recebeu apoio do ex-governador.