Convenções em Rondônia definem candidaturas e riscos do crime

Governos do Peru e da Colômbia devem misturar nacionalismo e diplomacia para impulsionar desenvolvimento sustentável da Amazônia e combater o crime organizado.

Convenções em Rondônia definem candidaturas e riscos do crime

Os novos governos do Peru e da Colômbia devem priorizar resultados práticos na gestão dos assuntos amazônicos, em vez de se prender a debates ideológicos entre direita e esquerda. A combinação de um nacionalismo pragmático com ação diplomática qualificada é apontada como caminho mais eficaz diante das novas realidades regionais e globais.

A primeira tarefa é abandonar a ideia de que basta apenas proteger os recursos naturais. As populações amazônicas exigem que esses recursos sejam utilizados para reduzir a pobreza crônica. Manter o status quo não é viável: o enfrentamento do crime organizado na floresta depende de maior presença e indução do Estado ao desenvolvimento, independentemente de posicionamentos políticos extremos.

O desafio é essencialmente econômico: como transformar os recursos disponíveis em desenvolvimento sustentável. Especialistas e analistas defendem crescimento econômico com sustentabilidade, exportação seletiva de matérias‑primas e maior industrialização local, possivelmente por meio de parcerias estratégicas com países como Estados Unidos e China, inclusive em temas sensíveis como terras raras.

Em Rondônia, começam na próxima semana as convenções partidárias que devem homologar candidaturas e esclarecer especulações sobre possíveis alterações nos nomes a governador. Entre as correntes há rumores sobre substituições, mas muitos cenários apontam para estabilidade nas indicações já consolidadas.

No PT local, discute‑se a hipótese de substituir o candidato Expedito Neto por outro petista, mas a possibilidade é considerada remota, diante da referência ao apoio presidencial que Neto possui.

No MDB houve especulação sobre troca da candidatura do professor Pedro Abib pelo ex‑senador Amir Lando. A troca é vista como pouco provável: Abib conta com o apoio do senador Confúcio Moura, resiste à mudança e já realiza campanha pelo estado com um motor‑home.

Há também atenção sobre o silêncio do ex‑governador Ivo Cassol quanto às eleições de outubro. Fontes locais apontam que, se Cassol decidir apoiar outra candidatura, o movimento pode gerar tensão entre aliados, considerando indicações que fez na atual administração.

Analistas locais e atores políticos avaliam que o crime organizado pode voltar a financiar candidaturas a deputados estaduais e federais, usando recursos do narcotráfico para obter influência em licitações, cargos públicos e nomeações, inclusive favorecendo a prática de servidores fantasmas. Esse quadro tem se agravado na última década, desviando milhões em recursos públicos.

Na agenda eleitoral, o senador Marcos Rogério (PL) lança neste sábado, dia 18, sua pré‑candidatura ao governo em Vilhena. O evento contará com o vice estadual, deputado Rodrigo Camargo, e com os pré‑candidatos ao Senado Fernando Máximo (Porto Velho) e Bruno Scheidt (Ji‑Paraná). Rogério tem adotado a estratégia de lançamentos regionais, após evento em Ji‑Paraná.

Outro tema de impacto social é o aumento das tarifas aéreas. Os sucessivos reajustes têm tornado viagens aéreas proibitivas para muitos moradores de Porto Velho que costumavam visitar seus locais de origem no período de férias. Famílias têm optado por viagens de carro, ônibus ou deslocamentos até aeroportos de outros estados em busca de voos mais baratos.

No plano político regional, a região de Ji‑Paraná e o centro do estado apresentam candidaturas fortes à Câmara dos Deputados, com nomes como o ex‑prefeito Jesualdo Pires, o ex‑vice‑governador Airton Gurgacz e o deputado Lúcio Mosquini. Paralelamente, o aumento nos preços de aluguel contribui para pressões inflacionárias locais, enquanto o MDB de Rondônia sinaliza enfraquecimento e risco de perda de representatividade nas eleições de 2026.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo