Prédio histórico em Porto Velho se tornará quartel da Polícia Militar
O histórico prédio no centro de Porto Velho, que já foi residência de bispos e sede de instituições católicas, será transformado em novo quartel da Polícia Militar.
Um dos edifícios históricos no centro de Porto Velho, que já serviu como residência de bispos e arcebispos, será transformado em um novo quartel da Polícia Militar de Rondônia. O local, que anteriormente abrigava o Seminário Maior São João XXIII e, mais recentemente, a Faculdade Católica de Rondônia, agora receberá diversas unidades da PM/RO.
A partir de um contrato firmado em dezembro do ano passado entre a Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) e a Arquidiocese de Porto Velho, o prédio localizado na Rua Gonçalves Dias passará a ser ocupado pelo Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), o Batalhão de Policiamento Tático de Ação e Reação ao Crime Organizado (BPTAR), o Batalhão de Polícia de Fronteira e Divisa (BPFRON) e a Divisão de Material Bélico (DMB). O aluguel mensal do espaço está fixado em R$ 57 mil e o contrato tem vigência inicial de 60 meses.
Informações indicam que a decisão de alugar o espaço foi motivada pela própria Polícia Militar, que anteriormente utilizava um quartel na Avenida Jatuarana, no qual o espaço não era suficiente para atender às operações das diferentes unidades. As novas instalações contam com três andares, um subsolo e um amplo estacionamento, proporcionando melhores condições de trabalho para os policiais.
O edifício em questão, parte do patrimônio da Arquidiocese de Porto Velho, possui uma rica história. Construído em 1935 sob a direção do português Pedro Renda, serviu como colégio-internato e foi reconhecido pelo governo federal como Ginásio Dom Bosco em 1945. Durante sua trajetória, o prédio também funcionou como Palácio Episcopal, acolhendo importantes figuras da Igreja, como Dom Moacyr Grechi e Dom José Martins da Silva.
Apesar de seu valor histórico, o edifício ainda não é tombado. A estrutura, que tem grande relevância cultural, continua a ser um marco na história de Porto Velho.