Cicatrizes da BCG e da varíola lembram avanços da imunização
Cicatrizes deixadas por vacinas antigas, como BCG e contra varíola, resultavam de aplicação superficial e hoje simbolizam avanços na imunização e erradicação.
Muitas pessoas ainda têm cicatrizes no braço deixadas por vacinas antigas, como a BCG e a vacina contra a varíola. Essas marcas costumam aparecer arredondadas ou afundadas e são visíveis em várias gerações.
Essas vacinas eram aplicadas nas camadas mais superficiais da pele, o que provocava uma reação local intensa. No processo de cicatrização, o organismo formava tecido cicatricial que permanecia como marca permanente.
O uso dessas vacinas marcou um avanço importante da medicina e da ciência, pois representou o desenvolvimento de estratégias de imunização capazes de reduzir de forma significativa a mortalidade por certas doenças.
A BCG foi amplamente empregada para prevenir formas graves da tuberculose, enquanto a vacinação contra a varíola foi determinante para a erradicação da doença, considerada uma das maiores conquistas da saúde pública mundial.
Diferentemente daquela prática, as vacinas atuais costumam ser administradas em camadas mais profundas do tecido (intramuscular ou subcutânea) e provocam reações locais menos intensas, o que reduz a probabilidade de formação de cicatriz visível.