Trump impõe tarifas de 25 por cento sobre produtos brasileiros

Editorial diz que tarifa de 25% de Trump a produtos brasileiros onera consumidores, prejudica a agricultura dos EUA e questiona limites do poder presidencial.

Trump impõe tarifas de 25 por cento sobre produtos brasileiros

O governo dos Estados Unidos impôs recentemente tarifas de 25% sobre uma série de produtos provenientes do Brasil, medida debatida em audiência pública na Comissão Internacional de Comércio, em Washington. Empresários norte-americanos e representantes do setor alertaram que a cobrança tende a funcionar como um imposto adicional sobre o consumidor dos EUA, sem contribuir efetivamente para a defesa nacional.

Especialistas e associações do setor citaram exemplos práticos: a carnaúba, disponível majoritariamente no Brasil, continuará sendo adquirida pelos importadores norte-americanos mesmo com a tarifa, que apenas aumentará o custo final para o consumidor. Para sementes, a American Seed Trade Association — segundo seu presidente Andy Loehlein — a taxação elevaria os custos da agricultura americana e da cadeia de abastecimento de alimentos, prejudicando a competitividade dos EUA frente à China.

Criticada por empresários e observadores, a medida suscita dúvidas sobre sua eficácia econômica e política, ao mesmo tempo em que alimenta debate sobre os efeitos de decisões protecionistas na confiança pública e nas relações comerciais bilaterais.

Em Rondônia, levantamento sobre a primeira eleição para a Câmara dos Deputados e o Senado em 1982, após a criação do estado, revelou que restam apenas dois sobreviventes daquela legislatura inicial, eleitos por Ji-Paraná: Assis Canuto (PDS) e Orestes Muniz (MDB). Vários dos parlamentares daquela época já faleceram, entre deputados federais e senadores que marcaram a transição política do estado.

Dos primeiros senadores por Rondônia — Odacir Soares (PDS-Porto Velho), Claudionor Roriz (OS-Ji-Paraná) e Galvão Modesto (PDS-Ouro Preto do Oeste) — destaca-se Odacir Soares por sua atuação no Congresso e por ter sido reeleito. A bancada inaugurada na década de 1980 esteve ligada à gestão do então governador Jorge Teixeira, que elegeu grande parte dos representantes estaduais e federais daquele pleito.

O histórico político rondoniense também aponta para uma tendência: deputados federais eleitos na bancada do estado frequentemente migraram para cargos majoritários, como a prefeitura de Porto Velho. Nomes como Jeronimo Santana, Francisco Chiquilto Erse, Carlinhos Camurça, José Guedes e Mauro Nazif ilustram essa trajetória. Hoje, Carlinhos Camurça e José Guedes estão afastados das disputas eleitorais, enquanto Mauro Nazif articula uma candidatura à Câmara Federal em 2026.

O período também foi marcado por escândalos que prejudicaram a imagem política do estado. Investigações envolvendo parlamentares em supostas relações com o tráfico — episódio apelidado por críticos de "bancada do pó" — geraram repercussão negativa e chegaram a motivar, ainda que sem avanços, propostas inusitadas como a mudança de nome do estado.

Com a aproximação das eleições, há preocupação pública e nos bastidores sobre a tentativa de inserção de candidatos ligados a facções criminosas na disputa por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Autoridades e setores civis alertam para os riscos de eleger representantes com esse perfil, citando possíveis prejuízos ao erário e à governança local.

O texto também critica mecanismos de proteção financeira que beneficiam setores poderosos, citando um "fundo garantidor" destinado a cobrir prejuízos de grandes bancos e empreiteiras, enquanto políticas similares de amparo à classe trabalhadora não teriam avançado, segundo a avaliação apresentada.

Em notas locais, pesquisas eleitorais recentes indicam redução nas intenções de voto do senador Marcos Rogério na disputa pelo governo de Rondônia, passando de patamares acima de 40% para cerca de 35% em levantamentos mais recentes. A prefeitura de Porto Velho vem executando pavimentação de vias no bairro Porto Cristo, obras acompanhadas pelo vereador Gedeão Negreiros. O ex-prefeito Hildon Chaves tem intensificado articulações pelo interior do estado em busca de apoio para uma eventual candidatura ao Palácio Rio Madeira.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo