Servidores da saúde em Rondônia decidem entrar em greve a partir de terça-feira
Servidores da saúde pública de Rondônia decidiram entrar em greve a partir de 2 de setembro, após tentativas frustradas de negociação com o governo.
Na manhã desta sexta-feira (29), servidores do setor de saúde pública do Estado de Rondônia selaram a decisão de entrar em greve, com início programado para terça-feira (02/09). A paralisação abrangerá todas as unidades de saúde estaduais, que funcionarão com apenas 30% dos trabalhadores em atividade.
A greve foi definida após diversas tentativas frustradas de negociação com o Governo de Rondônia. Durante uma reunião online, a secretária Beatriz Basílio, da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), informou aos representantes sindicais que o governo não teria condições financeiras para atender às reivindicações dos servidores, uma afirmação que foi contestada pelos sindicatos.
Os servidores relataram que elaboraram uma planilha de salários junto ao pessoal da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), que demonstra interesse em resolver a situação. No entanto, a Sepog afirmou que não haveria possibilidade de atender as demandas, alegando que o crescimento do Estado seria de apenas 6%. Eles apontaram que Rondônia não está cumprindo o orçamento constitucional da saúde, que determina 12% do PIB estadual, enquanto outros estados chegam a investir até 24% do PIB nessa área. Diante dessa situação, os servidores consideraram a paralisação como a única alternativa viável.
Durante a assembleia, estiveram presentes representantes do Sindicato dos Médicos de Rondônia (Simero), do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Rondônia (Sinderon) e do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Executivo do Estado de Rondônia (Sintraer), demonstrando uma união entre diferentes categorias da saúde em defesa de melhores condições de trabalho e remuneração.