Relatório aponta perdas de 110 bilhões por ano por causa do clima

Relatório mostra que eventos climáticos custam R$110 bilhões/ano ao Brasil; preservar as chuvas amazônicas, avaliadas em US$19,6 bi/ano, é essencial.

Relatório aponta perdas de 110 bilhões por ano por causa do clima

Um relatório recente do Centro Internacional Celso Furtado, com apoio do Instituto Clima e Sociedade, aponta que a piora do clima no Brasil — manifestada por eventos extremos como secas e chuvas intensas — provoca perdas econômicas da ordem de R$ 110 bilhões por ano. O estudo destaca impactos diretos sobre infraestrutura, produção econômica, arrecadação e sobre a demanda por serviços de saúde e assistência social.

O documento ressalta ainda o valor das chuvas amazônicas: estimativas de cientistas brasileiros e internacionais indicam ganhos econômicos em torno de US$ 19,6 bilhões por ano, com cerca de 85% da produção regional dependendo diretamente da regularidade das precipitações. Para os autores, preservar esse regime de chuvas é essencial para mitigar prejuízos futuros decorrentes do aquecimento global.

Na esfera eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) desenvolveu ao longo do ano o projeto “Meu Voto, Meu Poder” e espera incorporar até 250 mil eleitores às listas eleitorais até 2026. A iniciativa visa reduzir a elevada abstenção registrada em 2024, aumentar a representatividade e, consequentemente, possibilitar maior alocação de recursos ao estado.

A possibilidade de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 enfrenta dificuldades, especialmente em estados de perfil mais conservador como Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rondônia, Acre e Mato Grosso. Em Rondônia, fatores apontados para a rejeição incluem o aumento do custo de vida, taxas de juros elevadas, a cobrança de pedágios na BR-364, reajustes de energia elétrica em um Estado que produz grande parte da energia nacional e tarifas aéreas altas. A escalada dos preços dos combustíveis, também atrelada ao conflito no Oriente Médio, deve influenciar o cenário eleitoral.

Em Porto Velho, a Prefeitura e a maioria dos vereadores receberam positivamente a nova empresa de coleta de lixo, que iniciou operações com desempenho satisfatório nos primeiros dias, especialmente na região central e nas avenidas que ligam o centro histórico aos bairros mais populosos da Zona Leste e Zona Sul. A expectativa é consolidar um sistema de coleta que atenda também bairros distantes e distritos.

No campo partidário, o PSDB mantém a ambição de protagonismo nas eleições presidenciais. O Diretório Nacional aguarda uma posição do ex-ministro Ciro Gomes sobre eventual candidatura à Presidência; Ciro ainda tem como alternativa disputar o governo do Ceará. Lideranças tucanas demonstram otimismo, embora o partido siga fragilizado na região Norte. No Acre, o ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalon surge como nome competitivo para o governo estadual.

O mercado imobiliário registra uma desaceleração marcada em algumas cidades turísticas: Manaus e Foz do Iguaçu estão entre os municípios com queda mais acentuada nos preços dos imóveis. Em Manaus, a evasão de empresas da Zona Franca e a retração populacional pressionaram o mercado; em Foz do Iguaçu, a redução no fluxo de compradores vindos do Paraguai contribuiu para a queda. Porto Velho apresenta sinais de recuo nas vendas após o fim do ciclo de obras das usinas hidrelétricas.

Notas rápidas: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve o direito de voto para presos provisórios nas eleições de 2026; a atualização de valores do IPTU e ações de regularização imobiliária têm gerado reclamações pela demora no atendimento na capital; e a criação de fundações por políticos continua sendo utilizada como estratégia para captação de apoio. Em nota histórica, lembra-se que, já na década de 1980, a então deputada federal Raquel Cândido alertava sobre o risco de expansão do narcotráfico na Amazônia e sobre o envolvimento de moradores de Rondônia — alerta cujo desdobramento se confirmou com o avanço da atividade na região.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo; Centro Internacional Celso Furtado / Instituto Clima e Sociedade