Parque Circuito de Porto Velho pede preservação e manutenção

Parque Circuito, em Porto Velho, criado nos anos 1970 como espaço público de saúde e esporte, resiste, mas sofre com sucateamento e risco de descaracterização.

Parque Circuito de Porto Velho pede preservação e manutenção

No coração de Porto Velho, o Parque Circuito ocupa cerca de seis hectares e conta com uma pista de aproximadamente mil metros. Criado para transformar uma área florestal urbana em um espaço público de saúde, esporte e integração social, o parque nasceu de um projeto idealizado na década de 1970 para atender à comunidade com acesso fácil e contato com a natureza.

O professor Ricardo F. S. Canto, autor do projeto original, afirma que a proposta seguia tendências internacionais de urbanismo da época, alinhadas a diretrizes nacionais, e teve como princípio a "filosofia do esporte para todos", oferecendo um local onde qualquer pessoa poderia praticar atividades físicas a qualquer momento.

Moradores de diferentes gerações preservaram a relação com o espaço. Henrique de Holanda, proprietário da Loc-Maq e frequentador desde que o pai o levava na década de 1980, doou recentemente uma estação de musculação em aço inox ao parque. A doação ocorreu depois que ele percebeu a degradação dos equipamentos públicos e buscou contribuir para a recuperação da infraestrutura.

Henrique ressalta o valor do parque como patrimônio cultural e esportivo da cidade e destaca o diferencial do local por oferecer sombra e conforto para a prática de exercícios. Sua iniciativa privada expõe, no entanto, uma lacuna na manutenção pública das instalações.

Cuidados ambientais

O idealizador do parque alerta para riscos de descaracterização decorrentes de intervenções e usos que não condizem com a proposta original. Ele recorda episódios em que a presença de um bar com bebidas e danças afastou o público que buscava esporte e sossego, comprometendo a vocação do espaço.

Outra preocupação é a preservação da flora nativa. Ricardo Canto defende o fortalecimento das espécies históricas do local, em especial as seringueiras, símbolo da cultura da borracha na região, e sugere medidas de replantio em vez de retirada das árvores.

Autoridades e comunidade são chamados a resguardar o Parque Circuito como um refúgio urbano e patrimônio cultural, reforçando atividades esportivas e de lazer compatíveis com a conservação ambiental para que o espaço continue a atender às gerações futuras.

Fonte da imagem: Felipe Ribeiro (reprodução)

Fonte das informações: Rondoniaovivo