Prefeitos em alerta por uso proibido de bens publicos em eleicoes
Com eleições, prefeitos devem evitar uso de bens, servidores e eventos públicos para campanhas; infrações geram multas, improbidade e penas eleitorais.
Com a aproximação das eleições, prefeitos de todo o país devem observar com rigor as restrições do calendário eleitoral, que visam impedir o uso da máquina pública para favorecer candidatos e preservar a igualdade entre concorrentes.
A legislação proíbe o uso de bens e servidores públicos em atividades eleitorais: veículos oficiais, prédios da prefeitura, equipamentos e o trabalho de funcionários durante o expediente não podem ser colocados a serviço de campanhas políticas.
Eventos oficiais exigem cuidados especiais. Inaugurações de obras, festas municipais e cerimônias promovidas pelo poder público não podem ser transformadas em palanques eleitorais, e o prefeito está proibido de utilizar esses espaços para promover candidatos, anunciar apoio ou pedir votos.
Desde 4 de julho, a presença de candidatos em inaugurações de obras também é vedada, já que a participação pode configurar vantagem eleitoral indevida.
Benefícios de programas sociais — como cestas básicas, lotes, materiais de construção e outros serviços financiados pelo poder público — não podem ser associados à imagem de candidatos. Não é recomendável que postulantes participem da entrega desses benefícios, para evitar a apresentação de ações governamentais como conquistas pessoais.
Parlamentares continuam autorizados a divulgar, de forma informativa, atividades e a destinação de recursos públicos em redes sociais, desde que não haja pedido de voto, promoção excessiva da imagem pessoal ou conteúdo que configure propaganda eleitoral antecipada.
O descumprimento das regras pode gerar sanções tanto para o gestor quanto para o candidato beneficiado: o prefeito pode ser multado e responder por improbidade administrativa, enquanto o candidato pode sofrer punições eleitorais, incluindo a cassação do registro ou do diploma, se ficar comprovado que teve conhecimento ou foi beneficiado pela conduta irregular.
O objetivo das restrições é assegurar que a estrutura da administração pública não seja utilizada para influenciar o eleitorado, garantindo equilíbrio e lisura na disputa eleitoral.