Rondônia soma avanços no Programa Desafios e crise na Assembleia
Programa Desafios da Amazônia, coordenado pela Iniciativa Amazônia+10 com recursos do Fundo Amazônia, financia P&D para cadeias do açaí, castanha e cacau.
O Programa Desafios da Amazônia (PDA), financiado com recursos do Fundo Amazônia, pretende estimular projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados às cadeias socioprodutivas da região amazônica. O objetivo é enfrentar problemas complexos relacionados à floresta, às reservas subprotegidas e às cidades sem planejamento, promovendo soluções que integrem produção, conservação e bem-estar local.
A coordenação do PDA está a cargo da Iniciativa Amazônia+10, vinculada ao Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. A iniciativa destaca que o programa é um ponto de partida para um processo mais longo, estruturado em torno de cinco desafios principais: cadeia do açaí; castanha e produtos florestais não madeireiros; cacau e restauração de ecossistemas; babaçu; e economia das águas. Cada desafio inclui subdesafios específicos a serem abordados por projetos de P&D e inovação.
Na política de Rondônia, a participação feminina teve marcos históricos desde a década de 1980. Em caráter interino, Janilene Melo, então secretária de Planejamento, assumiu o governo estadual por curto período nos anos 1980, quando governadores eram nomeados. A primeira deputada federal eleita por Rondônia foi Rita Isabel Furtada, radialista de grande audiência, escolhida em 1982 e reeleita em mandatos seguintes, tendo atuado também na comunicação televisiva no estado.
Na Assembleia Legislativa, a primeira legislatura (iniciada após a redemocratização) não elegeu mulheres. A situação mudou nas eleições de 1986, com a entrada das deputadas estaduais Joselita Araújo (PDS, Ouro Preto do Oeste) e Odaísa Fernandes (PSDB, Porto Velho). Joselita destacou-se como a candidata mais votada na região da Bacia Leiteira e permanece ativa na política local; Odaísa chegou a ocupar a vice-governadoria e, mais recentemente, deixou de disputar cargos eletivos.
Em Porto Velho, o prefeito Leo Moraes tem investido em obras de drenagem e pavimentação visando reduzir os impactos das chuvas intensas típicas do período chuvoso amazônico. A prefeitura afirma priorizar pontos críticos de escoamento e realizar asfaltamento acompanhado de drenagem em bairros que surgiram de ocupações antigas, como Porto Cristo, para mitigar riscos de alagamentos e danos à infraestrutura.
No calendário das convenções partidárias para as eleições nacionais, o senador Flávio Bolsonaro marcou sua convenção para o dia 25, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agendou a convenção para 2 de agosto. Em Rondônia, as datas das convenções estaduais ainda não estão definidas, e nomes como o senador Marcos Rogério e os ex-prefeitos Hildon Chaves (Porto Velho) e Adailton Fúria (Cacoal) já se declararam em fase de preparação para o pleito.
A Assembleia Legislativa de Rondônia tem enfrentado sucessivos escândalos envolvendo presidentes da Casa ao longo das legislaturas, com investigações relacionadas a práticas como uso de funcionários fantasmas, esquema de "rachadinhas" e irregularidades em contratos. Essas investigações continuam em curso, implicando servidores e ex-servidores, e alimentam preocupações sobre transparência e gestão na instituição.
O desgaste de parlamentares estaduais e episódios de denúncias tornam alguns representantes locais mais vulneráveis a críticas e a investidas políticas de adversários. Nomes de lideranças municipais têm sido citados com frequência no debate público, enquanto o cenário eleitoral indica possibilidade de renovação significativa na bancada estadual na eleição de outubro, com surgimento de novas lideranças locais concorrendo a vagas na Assembleia.
Na área da saúde, autoridades regionais apontam atraso em procedimentos eletivos e problemas estruturais em serviços públicos, situação que se agrava em estados com maior pressão sobre a rede hospitalar. No saneamento, o governo de Rondônia anunciou licitação internacional para concessão dos serviços de água e esgoto em 40 municípios, iniciativa apontada como capaz de encerrar o monopólio da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd) caso a concorrência seja bem-sucedida. O processo é apresentado como uma tentativa de modernizar e ampliar a cobertura dos serviços, diante do diagnóstico de fragilidade administrativa e financeira de algumas companhias estaduais.