Dia Internacional do Cooperativismo marca sancao da Lei 15433

No Dia Internacional do Cooperativismo, o modelo promove inclusão, desenvolvimento local e reinvestimento: 4.384 cooperativas e 25,8 milhões de cooperados.

Dia Internacional do Cooperativismo marca sancao da Lei 15433

Em 4 de julho comemora-se o Dia Internacional do Cooperativismo, data instituída pela Organização das Nações Unidas em 1992 e celebrada desde 1995. A ocasião reforça a importância do modelo cooperativista em um contexto de crescente individualismo econômico, concentração de renda e desigualdades.

O cooperativismo vai além do acesso a produtos e serviços: baseia-se na participação dos associados, na gestão democrática e no compartilhamento de resultados. Esse modelo privilegia a ação coletiva como meio de fortalecer comunidades e ampliar oportunidades.

Os impactos sociais e econômicos são expressivos: o cooperativismo promove inclusão real, estimula o desenvolvimento local e contribui para a transformação social. Recursos e resultados permanecem nas próprias comunidades, gerando empregos, movimentando a economia regional e incentivando novos investimentos.

O setor está organizado em oito ramos — agro, saúde, infraestrutura, transporte, educação, consumo, trabalho e crédito — com a finalidade comum de promover prosperidade e bem-estar coletivo.

Dados do Sistema OCB referentes a 2024 apontam a existência de 4.384 cooperativas no Brasil, com mais de 25,8 milhões de cooperados, R$ 1,39 trilhão em ativos, R$ 51,3 bilhões em sobras e mais de 578 mil empregos gerados.

No ramo de crédito, do qual fazem parte instituições como o Sicredi, as cooperativas atuam como agentes de desenvolvimento local, oferecendo soluções financeiras acessíveis, incentivando educação financeira, apoiando pequenos negócios e reinvestindo recursos nas regiões para beneficiar empreendedores, agricultores, famílias e empresas.

Em 2026 foi sancionada a Lei 15.433, que reconhece o cooperativismo como manifestação da cultura nacional e determina que o Estado deve garantir a livre atividade, além de apoiar e estimular o movimento cooperativista.

O cooperativismo surge, assim, como alternativa econômica que concilia desenvolvimento e responsabilidade social, colocando pessoas no centro das decisões e ampliando a distribuição de resultados. Ao optar pela cooperação, comunidades buscam maior equidade e um desenvolvimento compartilhado.

Por João Spenthof

Fonte da imagem: Foto: Divulgação

Fonte das informações: Sicredi; João Spenthof