Porto Velho reclama venda de frutas e verduras deterioradas

Moradores de Porto Velho denunciam venda de frutas e verduras aparentemente boas, mas estragadas internamente; consumidores pedem fiscalização urgente.

Porto Velho reclama venda de frutas e verduras deterioradas

Moradores de Porto Velho têm procurado redes sociais e veículos de comunicação para denunciar a má qualidade de frutas e verduras vendidas em supermercados e atacadistas da capital. Os relatos apontam produtos com aparência boa por fora, mas estragados internamente, o que tem gerado prejuízo financeiro e insatisfação dos consumidores.

O caso ganhou repercussão após o aposentado Francisco de Assis dos Santos, 69 anos, morador do bairro Conceição, relatar que comprou abacates em uma unidade de supermercado na Avenida Jatuarana e só percebeu o problema ao cortar o fruto em casa.

Outro consumidor, José Roberto Monteiro, 61 anos, gravou um vídeo denunciando a qualidade dos abacates adquiridos no mesmo estabelecimento e encaminhou o registro ao jornalista responsável pela cobertura.

“Por fora estavam perfeitos, casquinha verde, sem nenhuma suspeita. Mas quando cortei, todos estavam estragados”, relatou José Roberto, que disse ter guardado a nota fiscal e mantido os produtos na geladeira antes de perceber a deterioração.

Há também relatos de compra de mamões deteriorados. Francisco das Chagas, 65 anos, conta que só conseguiu a troca dos produtos por itens em melhores condições após reclamar com um funcionário do setor hortifruti.

As denúncias acionam órgãos de fiscalização, como a Vigilância Sanitária e o Procon, responsáveis por acompanhar condições de armazenamento, conservação e comercialização de alimentos nos estabelecimentos comerciais da cidade.

Especialistas apontam que fatores como armazenamento inadequado, ausência de controle de qualidade, falhas no descarte de produtos vencidos ou danificados e falta de treinamento dos funcionários podem explicar a oferta de itens deteriorados aos consumidores.

Além do prejuízo econômico, a venda de alimentos em mau estado representa risco à saúde pública, podendo provocar intoxicações alimentares e infecções, com maior risco para crianças e idosos.

Diante dos relatos, consumidores cobram atuação mais rigorosa dos órgãos fiscalizadores e a adoção de medidas preventivas por supermercados e atacadistas para garantir normas sanitárias e segurança na hora das compras.

Fonte da imagem: Miro Costa

Fonte das informações: Miro Costa/Rondoniaovivo