James Gunn estreia nova versão do Superman com herói vulnerável e mudanças radicais

A nova adaptação do Superman, dirigida por James Gunn, apresenta um herói mais vulnerável em meio a uma trama de ação e ambição de Lex Luthor, gerando discussões sobre heroísmo e moralidade.

James Gunn estreia nova versão do Superman com herói vulnerável e mudanças radicais

O serviço de streaming HBO Max lançou recentemente uma nova adaptação do Superman, dirigida e roteirizada por James Gunn. Nesta versão, o super-herói mais poderoso da Terra é retratado de maneira mais vulnerável, apresentando cenas em que ele é severamente agredido, um contraste em relação às representações anteriores.

Após a direção de Zack Snyder, que trouxe um tom mais sério e sombrio aos personagens da DC, Gunn se comprometeu a desenvolver narrativas que se conectem melhor com as histórias em quadrinhos. Para isso, ele se inspirou em obras renomadas, como "Superman: As Quatro Estações" e "Grandes Astros Superman", além de "O Reino do Amanhã". Contudo, a conexão com a última referência parece não ser tão evidente no filme.

A trama não reconta a origem do herói, que já está ativo em Metrópolis há três anos. Superman interfere em um conflito entre os países fictícios Borávia e Jarhanpur, resultando em uma intensa batalha contra um supersoldado boraviano. A narrativa se inicia com Superman gravemente ferido, sendo resgatado com a ajuda de seu cão Krypto e tratado por andróides em sua Fortaleza da Solidão.

Após se recuperar, ele enfrenta novos desafios em Metrópolis, onde Lex Luthor, um bilionário que nutre profunda inveja do herói, planeja desestabilizar sua reputação. Luthor utiliza tecnologia avançada para controlar Superman, buscando manipular a mídia e a percepção pública em busca de poder global.

A história também apresenta um grupo de metahumanos, a Gangue da Justiça, que inclui o Lanterna Verde e Mulher-Gavião, que ajudam Superman em momentos críticos, mas acabam sendo enganados por um plano mirabolante de Luthor.

James Gunn se destaca ao criar um ritmo dinâmico com sequências de ação intensas, intercaladas por momentos que exploram a vida de Clark Kent e sua relação com Lois Lane. A atuação de David Corenswet e Rachel Brosnahan como os repórteres do Clarim Diário é ressaltada, e a atuação de Luthor, interpretado por Nicholas Houdt, é malignamente envolvente.

O filme apresenta uma crítica política ao mostrar Luthor como um sociopata ambicioso que não suporta o heroísmo de Superman, evocando comparações com figuras contemporâneas do poder. Contudo, a representação se torna exagerada em determinados momentos, o que diminui a gravidade da crítica.

O Senhor Incrível, interpretado por Edi Gatheji, acrescenta dimensão à narrativa, sendo um elemento de apoio em crises. No entanto, o filme é cheio de efeitos especiais que às vezes ultrapassam os limites do realismo, lembrando passagens exageradas de videogames.

Embora tenha arrecadado mais de 700 milhões de dólares mundialmente e alcançado grande sucesso no Brasil, o novo Superman é claramente voltado para uma geração mais imediatista. A recepção do filme gerou a confirmação de uma sequência programada para 2027, junto com anúncios para uma nova versão da Supergirl.

Por fim, o filme pode ser apreciado como uma forma de entretenimento, mas nem sempre vive até a expectativa criada em torno dele.

Fonte das informações: Marcos Souza