Pesquisa em Rondônia aponta 58 por cento de eleitores indecisos

Pesquisa espontânea com 1.200 eleitores em Rondônia mostra pulverização na disputa pelas 24 vagas da Assembleia: 57,8% indecisos/brancos/nulos; líderes <3%.

Pesquisa em Rondônia aponta 58 por cento de eleitores indecisos

Pesquisa espontânea realizada recentemente com 1.200 eleitores em Rondônia traça os primeiros contornos da disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, apontando cenário de extrema pulverização de votos e alto índice de eleitores sem candidato definido.

Do total da amostra, 694 menções correspondem a eleitores indecisos, votos em branco, nulos ou citações fora do grupo principal, o que representa 57,83% do eleitorado consultado. O resultado indica que a maioria das vagas permanece em aberto e suscetível a articulações futuras.

No topo das lembranças, aparecem Laerte Gomes com 33 citações (2,75%), Luizinho Goebel com 28 (2,33%) e Cassio Gois com 24 (2,00%). Em seguida vêm Jean Mendonça com 20 (1,67%), Lucas Torres com 19 (1,58%) e Nim Barroso com 18 (1,50%).

Num pelotão subsequente, Pedro Fernandes obteve 16 citações (1,33%) e Alan Queirós 15 (1,25%). Dr. Breno Mendes e Wiveslando Neiva somaram 14 menções cada (1,17%), Lebrinha teve 13 (1,08%), enquanto Dr. Luiz Ferrari e Ribeiro do Sinpol aparecem com 12 cada (1,00%). Rosangela Donadon registrou 11 citações (0,92%).

Na faixa intermediária, Jurandir Oliveira e Marcio Pacele alcançaram 10 menções cada (0,83%). Com nove citações (0,75%) ficaram Marcelo Lemos, Everaldo Fogaça e Lucas Follador. Com oito lembranças (0,67%) aparecem Professor Ribamar, Dr. Rafael Claros, Allen Goianinho e Roni Irmãozinho.

Uma novidade é a consolidação de um bloco de candidatos com sete menções (0,58%), formado por Ieda Chaves, Eider Brasil, Ismael Crispim, Marcelo Cruz, Noeli Deiró, Alex Redano, Adalto de Bandeirantes, Luan do Agro e Laercio Torres.

O restante da lista segue pulverizado entre lideranças regionais e municipais, com pontuações entre seis e uma menção. Entre os nomes que começam a aparecer na base da tabela está Ezequiel da Paulista, com quatro citações (0,33%), ao lado de nomes tradicionais da política local, como Jean Oliveira.

Analistas ouvidos pelo relatório interno destacam que, neste momento, a fixação de marca, a presença em municípios e a capilaridade das lideranças regionais têm sido determinantes para romper a barreira do anonimato. A tendência é que o cenário eleitoral se torne mais definido apenas com o avanço das campanhas de rua e a realização das convenções partidárias.

O levantamento foi espontâneo — ou seja, sem apresentação de lista de nomes aos entrevistados —, alcançou 1.200 eleitores em 27 municípios do estado, tem margem de erro de ±2,83% e foi registrado no TRE sob o nº 00413/2026. A pesquisa foi contratada por Brasil Dados.

Fonte da imagem: Reprodução

Fonte das informações: O Observador; pesquisa contratada por Brasil Dados (TRE 00413/2026)