Rioterra inicia ciclo de restauração na Amazônia com 1,1 milhão de mudas
A Rioterra inicia a entrega de 1,1 milhão de mudas de espécies nativas em Rondônia para restaurar áreas degradadas e combater o desmatamento na Amazônia.
Com a chegada da estação chuvosa na Amazônia, dezembro inicia um novo ciclo de restauração de áreas degradadas em Rondônia. Para a temporada 2025/2026, a Rioterra planeja entregar 1 milhão e 100 mil mudas de espécies nativas até fevereiro de 2026. Até o final de dezembro de 2025, 520 mil mudas já haviam sido entregues a famílias e organizações beneficiárias, e as outras 580 mil estão prontas, sendo distribuídas em janeiro e fevereiro de 2026.
Entretanto, os números representam apenas parte da história. Cada muda plantada está ligada a uma estratégia territorial abrangente, que busca enfrentar desafios como o desmatamento, a pressão sobre modos de vida tradicionais e a vulnerabilidade das populações que dependem da floresta.
A restauração de áreas degradadas tem se destacado como uma das soluções mais eficazes para a crise climática e para a conservação da biodiversidade. Sua importância vai além das questões ambientais, uma vez que a atividade fomenta uma cadeia de trabalho, gerando empregos e renda para as comunidades locais. Estima-se que, para cada 100 hectares restaurados, sejam criados até 42 postos de trabalho, tornando a restauração uma efetiva ferramenta de redução da vulnerabilidade social, foco do trabalho da Rioterra.
Esses projetos oferecem renda e oportunidades aos trabalhadores locais, ajudando a manter as famílias no campo, atenuar desigualdades territoriais e valorizar os conhecimentos comunitários.
Os projetos da Rioterra seguem a abordagem de Paisagens Sustentáveis, que considera o território como um mosaico de florestas, áreas produtivas, rios e comunidades. Restaurar, nessa abordagem, não se limita a plantar árvores, mas envolve reconectar fragmentos de vegetação, proteger nascentes e fortalecer corredores ecológicos, além de reduzir a vulnerabilidade social da população amazônica.
A manutenção da floresta é compatível com a produção de alimentos e a geração de renda, visando assegurar condições dignas para as comunidades que dela dependem.
O viveiro da Rioterra, situado em Itapuã do Oeste (RO), é essencial na estratégia de restauração, contando com infraestrutura própria e uma equipe técnica qualificada para a produção de mudas.
Na temporada 2025/2026, a produção de 1,1 milhão de mudas irá beneficiar quatro importantes projetos: Agro Verde, Regulariza Rural, Cacau OTP e Cacau Amazônia+. Cada iniciativa tem como foco diferentes grupos de beneficiários, incluindo extrativistas, agricultores familiares e assentados da reforma agrária.
Todas as ações têm em comum o compromisso com um modelo de desenvolvimento que respeite os limites ecológicos da floresta e os direitos das comunidades locais. Integrando a conservação da biodiversidade, a adaptação às mudanças climáticas e a redução das desigualdades sociais, a Rioterra reafirma seu papel como facilitadora de soluções viáveis.
Iniciativas como o Projeto Agro Verde, que inova ao utilizar pagamentos por serviços ambientais, o Cacau Amazônia+, que promove a reconversão produtiva com sistemas agroflorestais, e o Regulariza Rural, que combina restauração com a regularização ambiental de propriedades familiares, exemplificam a abordagem inovadora da Rioterra. Esses projetos mostram que o desenvolvimento pode ser pautado pela conservação da floresta e pelo fortalecimento das comunidades locais.