Mortandade de peixes no Lago do Cuniã em Rondônia afeta moradores

Morte de centenas de peixes no Lago do Cuniã após friagem gerou choque térmico e baixa de oxigênio, afetando pesca e pedindo sistema de monitoramento.

Mortandade de peixes no Lago do Cuniã em Rondônia afeta moradores

Cientos de peixes foram encontrados mortos no Lago do Cuniã, em Porto Velho (RO), após a intensa friagem que atingiu Rondônia no mês de maio. Moradores, pescadores e ambientalistas apontam o episódio como mais um impacto local associado ao aumento de eventos extremos climáticos na Amazônia.

Segundo um comunicado encaminhado por moradores ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em 28 de junho, a queda brusca de temperatura provocou um choque térmico nas águas do lago, reduzindo drasticamente o oxigênio dissolvido e levando à mortandade em massa de diversas espécies.

O fenômeno ocorreu quando a água superficial esfriou rapidamente e a circulação vertical foi alterada, resultando em inversão térmica e menor disponibilidade de oxigênio para a fauna aquática. Testemunhas relatam que episódios semelhantes já vêm se repetindo na região.

Além do impacto ambiental direto sobre populações de peixes, a ocorrência tem reflexos sociais imediatos. A pesca é uma das principais fontes de renda e alimentação das famílias que vivem na Reserva Extrativista Lago do Cuniã, e a perda do pescado compromete a subsistência local.

Registros feitos por moradores mostram pescadores lamentando as perdas e destacam também o problema do desperdício: com a morte súbita e a rápida decomposição, grande parte do pescado tornou-se imprópria para consumo antes que pudesse ser aproveitada.

Moradores e ambientalistas pedem a implementação de sistemas de monitoramento e alerta antecipado capazes de identificar condições favoráveis a choques térmicos, o que permitiria uma resposta mais rápida das autoridades e da comunidade e reduziria perdas econômicas e alimentares.

Autoridades ambientais, como o ICMBio, foram acionadas pelos moradores. Especialistas citados no comunicado reforçam a necessidade de medidas preventivas diante da maior frequência de eventos climáticos extremos atribuídos às mudanças climáticas.

Fonte das informações: Rondoniaovivo