Problemas de zeladoria e insegurança afetam quiosques em Porto Velho

A zona central de Porto Velho enfrenta problemas de zeladoria e segurança, com quiosques desativados acumulando lixo e servindo de abrigo para usuários de drogas.

Problemas de zeladoria e insegurança afetam quiosques em Porto Velho

Na tarde desta segunda-feira (26), alguns homens buscavam se proteger do sol deitados sob a pequena marquise dos quiosques em frente ao Complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, localizado no Centro de Porto Velho, Rondônia. Este local, assim como outras áreas centrais da capital, apresenta sérios problemas de zeladoria.

Várias instalações desativadas acumulam lixo, resultado da presença de pessoas em situação de rua que utilizam a região. Além disso, a segurança na área é uma preocupação, uma vez que os arredores do Complexo têm sido marcados por ondas de saques e criminalidade. O aumento da insegurança também é causado pela migração de pontos de consumo de drogas nas redondezas, que afeta tanto motoristas quanto pedestres.

George Telles Menezes, presidente da Associação dos Ferroviários (Asfemm), fez críticas contundentes sobre a falta de fiscalização nas normas urbanas em relação aos quiosques. Ele ressaltou que a área é parte de um tombamento federal e pertence à União, acusando a construção de quiosques em cima da área tombada como um desrespeito ao patrimônio histórico. “Os quiosques fechados servem de abrigo para usuários de drogas dia e noite”, afirmou Telles.

A Asfemm também aponta que a presença dos quiosques interfere na demarcação do tombamento federal, violando normas estabelecidas pela Constituição Federal e Estadual. “É um erro do Iphan, que descaracteriza o patrimônio histórico”, concluiu.

A reportagem fez contato, via e-mail, com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional para obter esclarecimentos sobre a situação do tombamento na região, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

Fonte da imagem: George Telles Menezes

Fonte das informações: Idaron