Quebra molas irregular em Três Marias provoca três acidentes
Quebra-molas instalado no cruzamento das ruas Capão da Canoa e Liberdade virou ponto de risco em Três Marias: três acidentes em um dia e falta de sinalização.
A instalação recente de um quebra-molas no cruzamento das ruas Capão da Canoa e Liberdade, no bairro Três Marias, zona Leste de Porto Velho, transformou um trecho de ligação rápida entre as avenidas Mamoré e Guaporé em ponto de risco para usuários da via.
Somente nesta terça-feira (23) foram registrados três acidentes graves no local em horários distintos, segundo relatos de moradores, o que gerou revolta na comunidade e pedidos de ação imediata às autoridades responsáveis.
Em um dos casos, um motociclista sofreu ferimentos graves na cabeça, no rosto, nos braços e nas pernas e precisou de atendimento médico urgente. Em outro, uma mulher teve fratura exposta na perna após perder o controle da motocicleta ao passar pelo obstáculo. Um terceiro condutor também ficou seriamente ferido na mesma área.
Moradores afirmam que o trecho tem fluxo intenso e que a execução da intervenção, na forma como ocorreu, criou risco em vez de reduzir acidentes. A principal reivindicação é a instalação de sinalização vertical e horizontal adequada, com placas de advertência e pintura visível do redutor em pontos que avisem antecipadamente os condutores.
Regras técnicas do CONTRAN
As lombadas são regulamentadas pela Resolução nº 973/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), que prevê dois modelos oficiais: o Tipo A, para redução de velocidade até 30 km/h, com 3,70 m de comprimento e altura entre 8 e 10 cm; e o Tipo B, para vias locais com redução até 20 km/h, com 1,50 m de comprimento e altura entre 6 e 8 cm. A norma exige estudo técnico prévio de engenharia de tráfego e sinalização adequada, incluindo placas A-18 e pintura de advertência no solo.
Irregularidades no trecho
Verificou-se que o quebra-molas instalado na rua Capão da Canoa tem aproximadamente 10 cm de altura, dentro do limite máximo previsto pelo CONTRAN, mas a largura observada atinge cerca de 1,73 m, acima dos 1,50 m estabelecidos para o Tipo B.
Outro problema apontado é a ausência inicial de sinalização suficiente para alertar os motoristas sobre o obstáculo, fator considerado determinante para as ocorrências. Após os acidentes e as reclamações, uma equipe realizou pintura zebrada no redutor, o que melhorou a visibilidade, mas, segundo moradores, ainda é insuficiente para garantir segurança plena.
Até o momento, placas de alerta posicionadas com antecedência ao obstáculo não foram instaladas, existindo apenas aviso já ao lado da lombada. Moradores reclamam que a sinalização deveria ser colocada muito antes do redutor para dar tempo e distância adequados de reação.
Cobrança por providências
A população cobra intervenção imediata dos órgãos de trânsito para adequar a estrutura às normas técnicas e reforçar a sinalização, além de realizar o estudo técnico exigido antes de instalação de redutores. Moradores também questionam a forma repentina da obra: a instalação ocorreu sem comunicado prévio ou sinalização provisória que alertasse os condutores habituais da via.
O objetivo das reclamações é evitar novos acidentes em um trecho que até recentemente funcionava como via de ligação rápida entre importantes avenidas da região Leste da capital e tornou-se perigoso após a implantação do quebra-molas.