Especialista descarta origem espacial de pedras encontradas em Rondônia
Uma suposta queda de meteoritos em Vilhena, Rondônia, foi analisada e descartada por um especialista, que sugere que se trata de rochas comuns.
Um evento relatado como uma queda de ‘pedras espaciais’ em Vilhena, Rondônia, teve seu status questionado após a análise de um especialista. Na última quinta-feira (12), a influenciadora digital Lara Mello compartilhou em suas redes sociais que supostas rochas de origem extraterrestre haviam caído em seu quintal, durante um momento presenciado por seu filho, Pedro.
Segundo Lara, o garoto viu as pedras atravessarem o céu antes de atingirem o solo e, após a queda, elas ainda estavam quentes. O caso chamou a atenção da reportagem, que buscou a opinião de um especialista para verificar a autenticidade dos fragmentos.
O biólogo Raul Pommer, pesquisador do Clube de Astronomia e Ciências de Rondônia (CAR-UNIR), analisou as imagens e descartou a possibilidade de que as rochas fossem meteoritos. Pommer afirmou que os objetos não apresentavam características típicas dos meteoritos. “Não se trata de meteoritos. E nem se parecem com um. Ou alguém passou e jogou essa rocha lá, ou é uma mentira”, declarou.
O pesquisador destacou que meteoritos que caem de forma observada apresentam uma ‘crosta de fusão’, resultado da intensa fricção ao entrar na atmosfera. Além disso, ele observou que em uma das fotos das rochas havia bolhas, um indício de que se tratava de uma rocha comum, possivelmente hematita. Pommer também ressaltou que a queda de meteoritos gera um barulho que é percebido em larga escala, o que não ocorreu neste caso.
Embora o especialista tenha descartado a possibilidade, a chance de uma queda de meteorito em Rondônia ainda existe. Dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indicam que cerca de 45 mil meteoritos atingem a Terra anualmente, mas a probabilidade de encontrá-los é baixa. Até o momento, apenas 78 meteoritos foram oficialmente homologados no Brasil.
Rondônia possui um meteorito verdadeiro registrado, denominado ‘Castanheiras’, que foi encontrado em 25 de outubro de 2017. Este meteorito está atualmente em exibição no Museu de Geociências de Brasília.
A família da criadora de conteúdo digital pretende levar as rochas para uma análise oficial, a fim de investigar se realmente possuem origem meteórica. Até a finalização deste material, os fragmentos não haviam sido submetidos a exames químicos e físicos.