Inês Moreira da Costa se torna a primeira mulher desembargadora em Rondônia
Inês Moreira da Costa torna-se a primeira mulher a ser promovida a desembargadora em Rondônia pelo critério de merecimento, marcando um avanço significativo na igualdade de gênero no Judiciário.
O Tribunal de Justiça de Rondônia registrou um momento histórico na segunda-feira, 3 de outubro, com a promoção da magistrada Inês Moreira da Costa a desembargadora. Ela se tornou a primeira mulher a alcançar essa posição pelo critério de merecimento, de acordo com a paridade de gênero estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Essa mudança representa um avanço significativo no reconhecimento da equidade de gênero no cenário jurídico estadual.
Inês Moreira da Costa possui uma trajetória marcada pela dedicação e excelência. Ela é doutora em Ciência Jurídica pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), além de mestre e MBA em Poder Judiciário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Possui também especialização em Direito Civil e Processual Civil.
Atualmente, Inês atuava como juíza titular da 1ª Vara de Fazenda Pública de Porto Velho e desempenhou um papel importante na Corregedoria-Geral de Justiça entre 2022 e 2023. Além disso, integrou o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e participou do comitê científico da Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron), contribuindo de forma significativa para a formação de novos magistrados.
Ela é reconhecida por seu espírito inovador, sendo autora do projeto LexIA, que visa a automação de rotinas processuais no Tribunal de Justiça de Rondônia. Inês também foi laureada na primeira edição do Prêmio Juízo Verde, conferido pelo CNJ em reconhecimento à sua atuação moderna e sustentável na Justiça.
A promoção, aprovada pelo Pleno do TJRO, evidencia a consolidação das políticas de ação afirmativa de gênero, simbolizando um novo período de equidade e representatividade no Poder Judiciário. A ascensão de Inês Moreira da Costa é mais do que uma conquista pessoal; ela representa o reconhecimento do mérito e a importância da igualdade de oportunidades, abrindo espaço para que mais mulheres possam assumir posições de liderança e decisão na magistratura brasileira.