DNIT avalia plataforma provisoria em Porto Cai Nagua Porto Velho
DNIT avalia instalar plataforma provisória no Porto Cai N’Água, em Porto Velho, enquanto reconstrói o cais; licitação foi suspensa e depende de estudos técnicos.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que estuda a instalação de uma plataforma provisória no Porto Cai N’Água, em Porto Velho, enquanto segue o processo de reconstrução definitiva da estrutura portuária. A informação consta em ofícios internos encaminhados ao Ministério dos Transportes.
O porto foi retirado de operação em razão das condições críticas das estruturas navais, avaliadas como risco à segurança de passageiros e cargas. A suspensão das atividades também tem o objetivo de preservar o patrimônio público enquanto são planejadas as obras de recuperação e ampliação do terminal.
A demanda por uma solução emergencial foi apresentada pela Associação Cultural, Histórica, Educacional e Recreativa de Preservação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (ASFEMM), que solicitou informações sobre o andamento da reconstrução e pediu medidas para a retomada das operações.
Segundo os documentos, o processo licitatório para a reconstrução do Porto Cai N’Água tramita na Superintendência Regional do DNIT no Amazonas e prevê a elaboração dos projetos e a execução das obras de recuperação naval e civil, além da ampliação do cais flutuante existente.
O DNIT informou que o edital foi suspenso após uma impugnação protocolada em abril apontar inconsistências orçamentárias e falhas na modelagem da contratação. O órgão declarou que fará ajustes no certame e o republicará antes de reabrir o prazo para propostas.
Sobre a possível plataforma provisória, a Coordenação‑Geral de Operações Aquaviárias destacou que a implantação depende de estudos técnicos para avaliar a viabilidade logística, a segurança operacional e a necessidade imediata da estrutura. Será verificado se há embarques e desembarques em barrancos e se o fluxo de passageiros justifica a medida emergencial.
Equipes de fiscalização em Rondônia e empresas que atuam na área portuária serão consultadas para subsidiar um parecer técnico definitivo sobre a instalação temporária. Não foi informada previsão de início das obras definitivas enquanto o processo licitatório segue em adequação.