MCTI destina 60 milhões para pesquisa em endometriose

MCTI e Instituto Alana destinam R$60 mi à pesquisa e inovação em endometriose: R$50 mi do FNDCT e R$10 mi para rede nacional, diagnóstico e tratamento.

MCTI destina 60 milhões para pesquisa em endometriose

Em junho de 2026, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Instituto Alana, anunciou um investimento de R$ 60 milhões voltado ao desenvolvimento de pesquisas e inovações para agilizar diagnóstico e tratamento da endometriose, da dor pélvica crônica e para avançar na saúde menstrual.

Do total, R$ 50 milhões virão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) por meio de uma chamada pública nacional destinada a apoiar pesquisas científicas de ponta e o desenvolvimento de tecnologias e produtos inovadores. O Instituto Alana aportará R$ 10 milhões para a criação de uma rede nacional de pesquisa na área.

A iniciativa tem como objetivos acelerar a detecção da endometriose, aprimorar métodos terapêuticos, estruturar biorepositórios, fortalecer grupos de pesquisa em todo o país e investigar os impactos sociais e econômicos dessas condições, alinhando soluções às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

A endometriose e a saúde menstrual foram historicamente marcadas pela invisibilidade e por atrasos no diagnóstico. A doença provoca dores incapacitantes, afeta a saúde mental e prejudica trajetórias educacionais e profissionais, muitas vezes após anos de espera por um diagnóstico correto.

O lançamento da chamada resulta de um processo de construção coletiva iniciado em 2025, quando o MCTI e o Instituto Alana firmaram um protocolo de intenções durante o Seminário Pesquisa e Inovação em Endometriose no Brasil. Desde então, pesquisadores, profissionais de saúde, gestores e organizações da sociedade civil contribuíram para transformar demandas históricas em ações concretas.

O avanço da pauta também contou com o apoio de lideranças governamentais, incluindo a primeira-dama Janja Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que têm atuado para dar protagonismo à questão e inserir um protocolo específico no SUS.

Segundo o MCTI, trata-se do maior aporte da história do ministério voltado à saúde da mulher e à saúde menstrual. A ação integra a estratégia mais ampla do governo para fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e reduzir a dependência externa na produção de insumos, medicamentos e vacinas, um tema reforçado durante a pandemia.

Desde o início da gestão atual, o ministério informa ter investido mais de R$ 6 bilhões em projetos na área de saúde, por meio de instrumentos como crédito, subvenção e recursos não reembolsáveis para instituições de ciência e tecnologia, com foco em pesquisa, inovação e produção nacional para o SUS.

O MCTI afirma que a iniciativa coloca a ciência a serviço da vida, da dignidade menstrual e da promoção da igualdade, com a meta de produzir soluções que melhorem a qualidade de vida de milhões de brasileiras.

Fonte da imagem: Assessoria Rodrigo Cabral / MCTI

Fonte das informações: Assessoria