Protestos de alunos contra palestra do MBL na Universidade Federal de Rondônia

Um evento do MBL na Universidade Federal de Rondônia gerou protestos de estudantes. O DCE questiona a Reitoria sobre a autorização da palestra e reporta discursos de ódio.

Protestos de alunos contra palestra do MBL na Universidade Federal de Rondônia

No dia 21 de novembro, uma palestra do Movimento Brasil Livre (MBL) na Universidade Federal de Rondônia (UNIR) gerou protestos de entidades estudantis, especialmente do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Os membros do DCE e outros grupos de alunos manifestaram sua oposição ao evento e questionaram a Reitoria sobre a autorização do mesmo.

Os estudantes alegaram que a presença de representantes do MBL, classificado como um movimento de extrema direita, era inaceitável. Em resposta, organizaram um protesto nas redes sociais usando a frase "Fascista não se cria na UNIR!". Segundo os manifestantes, o MBL tem promovido discursos de violência contra camponeses em Rondônia e exalta ações policiais que resultaram em mortes no Rio de Janeiro.

Durante a controvérsia, a Reitoria foi questionada sobre sua autorização ao evento. Acusações anteriores de autoritarismo em outras situações por parte da Reitoria podem ter exacerbado o descontentamento. O DCE informou que procurou esclarecer a posição da Reitoria em relação ao conteúdo da palestra, mas ficou sem respostas satisfatórias.

Os estudantes relataram uma interação frustrante com membros da Reitoria, mencionando que um deles, chefe de gabinete, aparentemente minimizou as preocupações, afirmando que qualquer figura, independentemente de seu histórico, poderia ser recebida na universidade sob a gestão da Reitoria.

Um professor, que preferiu não se identificar, expressou preocupação com a falta de apoio por parte da administração em um momento em que os alunos se sentem atacados. Ele sugere que a omissão da Reitoria pode indicar um apoio implícito a tais atitudes extremistas.

Um grupo de docentes e alunos alinhados às representações estudantis está considerando denunciar o chefe de gabinete ao Ministério Público Federal (MPF) pela implicação de apologia ao nazismo em suas declarações.

Fonte da imagem: Reprodução

Fonte das informações: pvhinfoco