Sururina reaparece na Serra do Divisor apos 80 anos

Redescoberta de sururina na Serra do Divisor marca retorno após 80 anos, mas ameaça ambiental reduz cantos; em Rondônia, Marcos Rogério lança chapa para 2026.

Sururina reaparece na Serra do Divisor apos 80 anos

O registro da sururina-da-serra (Slaty-masked Tinamou) no Parque Nacional da Serra do Divisor, no final do ano passado, reacendeu a atenção sobre a biodiversidade pouco conhecida da Amazônia. A ave não havia sido documentada por cerca de 80 anos, o que tornou o achado relevante para pesquisadores e conservacionistas.

A semelhança física da sururina com espécies extintas, como o dodô, chamou a atenção, mas os especialistas ressaltam diferenças no contexto: enquanto o dodô sucumbiu à interação direta com humanos, a redescoberta da sururina ocorre em meio à crescente pressão antrópica sobre áreas remotas da floresta.

Apesar do otimismo trazido pela aparição da espécie, estudos recentes indicam sinais de alerta: mesmo dentro de áreas protegidas já há registros de declínio ou desaparecimento local de algumas espécies de aves. Pesquisadores apontam que a degradação do entorno das unidades de conservação compromete a capacidade dessas áreas de manter a fauna intacta.

Para especialistas, a perda de cantos e piados na mata não é um detalhe menor, mas um sintoma de processos mais amplos de fragmentação e redução de habitat que podem levar a extinções locais.

No plano político, o senador Marcos Rogério (PL) lançou oficialmente sua pré-candidatura ao governo de Rondônia em evento no Palácio Rio Madeira. O ato contou com a apresentação de dois nomes indicados ao Senado — o deputado federal Fernando Máximo e o empresário Bruno Scheidt — e com a presença do prefeito Leo Moraes (Podemos), que anunciou Rodrigo Camargo (Ariquemes) como indicado ao posto de vice.

A chapa encabeçada por Marcos Rogério foi formalizada com a indicação de Rodrigo Camargo como vice e com uma nominata para a Câmara dos Deputados liderada por Coronel Chisostomo (Porto Velho), Lucio Mosquini (Ouro Preto do Oeste) e a empresária Sandra Bagatolli (Vilhena), do setor de combustíveis. Lideranças estaduais alinhadas ao bolsonarismo prestigiaram o evento, que foi apresentado com base em pesquisas favoráveis ao senador.

Porto Velho surge como ponto decisivo na disputa: o ex-prefeito Hildon Chaves, da federação União Brasil/Progressistas, aparece melhor posicionado na capital. A avaliação entre aliados de Marcos Rogério é de que vencer a capital poderia assegurar a eleição já em primeiro turno, razão pela qual o apoio do prefeito Leo Moraes é considerado estratégico.

Outro nome em destaque é o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), que tem o apoio do governador Marcos Rocha e do ex-senador Expedito Júnior. Fúria tem desempenho forte em algumas regiões do estado, mas, segundo levantamentos mencionados na ocasião, ainda perde para Rogério em termos estaduais. O grupo de Fúria planeja uma mobilização ampla para reduzir a vantagem de Rogério e também disputar votos na capital.

A dinâmica entre Fúria e Hildon Chaves deve definir o segundo turno: Fúria precisa diminuir a vantagem de Hildon em Porto Velho para levar a disputa ao segundo turno, enquanto Hildon tenta compensar com ganhos no interior, especialmente na Região do Café e na Zona da Mata, onde Fúria tem base mais consistente.

Quanto às preferências para um eventual segundo turno, há quem avalie que Marcos Rogério preferiria enfrentar Adailton Fúria, o que tem estimulado uma polarização nas articulações. Na prática, tanto Fúria quanto Hildon tendem a evitar confrontos com aliados que possam fragilizar apoios mútuos, e Hildon é apontado como o adversário capaz de representar maior risco a Rogério caso haja consolidação do voto útil em favor do ex-prefeito.

No desenho das candidaturas proporcionais, a lista do Republicanos para a Câmara dos Deputados inclui o ex-prefeito de Porto Velho Mauro Nazif, o ex-deputado estadual Anderson Pereira e a deputada Dorinha. Nazif é destacado pelo partido, mas a coligação enfrenta concorrência forte de legendas como PL, PSD e a federação União Brasil/PP.

Também chama a atenção o elevado número de vereadores de Porto Velho que lançaram candidaturas para a Assembleia Legislativa, a Câmara dos Deputados e até para o Senado, movimento que pode resultar na eleição de ao menos dois representantes da capital para a Assembleia Estadual.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo