Estudo aponta inevitavel savanizacao da Amazonia e pede fim do desmatamento
Potsdam/Nature: Amazônia pode virar savana antes do previsto. Evitar exige fim do desmatamento, restauração e rápida redução das emissões.
Pesquisadores já consideram a savanização da Amazônia um desfecho provável. Um estudo do Instituto de Pesquisa de Impacto Climático de Potsdam, publicado em maio na revista Nature, indica que a transformação para um bioma mais seco pode ocorrer antes do previsto pela média das projeções, em razão da aproximação de um “ponto de não retorno” a partir do qual medidas conservacionistas deixariam de ser eficazes.
Segundo os cientistas, a aceleração desse processo está ligada ao desmatamento, à degradação de áreas florestais e ao aumento das emissões de gases de efeito estufa. Os autores alertam que, se a tendência não for interrompida, as consequências ultrapassarão a região amazônica e afetarão o clima global.
Para evitar o cenário mais grave, as ações consideradas decisivas são o fim do desmatamento, a recuperação de áreas degradadas e a redução rápida e substancial das emissões de gases de efeito estufa. Especialistas observam, contudo, que a falta de consenso político e a polarização pública dificultam a adoção em larga escala dessas medidas.
No âmbito eleitoral de Rondônia, o PL organiza em Porto Velho, na próxima semana, um encontro estadual para mostrar força em apoio ao candidato ao governo Marcos Rogério. Embora lidere pesquisas em nível estadual, Rogério enfrenta rejeição relatada na capital, onde o ex-prefeito Hildon Chaves (Federação União Brasil/Progressistas) tem vantagem. Porto Velho concentra cerca de um terço do eleitorado rondoniense, o que torna a disputa na cidade determinante para o resultado.
Com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e forte presença no meio evangélico, Marcos Rogério apresenta melhor desempenho em redutos conservadores como o Vale do Jamari (Ariquemes), a região de Ji-Paraná e o Cone Sul, com base em Vilhena. No interior, porém, tem índices mais baixos em locais como Cacoal e na região do Café, onde o ex-prefeito Adailton Fúria (PSD) aparece como candidato representativo.
Analistas eleitorais avaliam como provável um segundo turno em Rondônia, em razão da vantagem de Hildon Chaves na capital e da liderança regional de Adailton Fúria. O PT participa com parcela do eleitorado de esquerda, enquanto o MDB tem papel secundário na corrida. Para vencer em turno único, Marcos Rogério precisaria reduzir substancialmente a vantagem de Hildon em Porto Velho e conter a influência de Fúria na região do Café e Zona da Mata, onde Fúria conta com o apoio da máquina do governo estadual e do governador Marcos Rocha.
Na capital, a disputa se mantém acirrada: Fúria busca ampliar sua base em Porto Velho, o que poderia tirar votos do ex-prefeito Hildon Chaves; por outro lado, a candidatura de Chaves enfrenta fragmentação devido a outros postulantes com base na cidade, como Expedito Neto (PT), Pedro Abib (MDB), Samuel Costa (PSB) e Luís Carlos Teodoro (PSOL).
O Ministério Público Eleitoral abriu ações contra políticos que distribuíram brindes durante a Rondônia Rural Show, classificando a prática como antecipação de campanha e promoção pessoal. Entre os investigados estão candidatos ao governo, ao Senado, à Câmara dos Deputados e, principalmente, deputados estaduais com base no interior. O órgão adverte que, após as convenções partidárias, as penalidades por infrações eleitorais poderão ser mais severas, e recomenda cuidado aos candidatos nas próximas feiras agropecuárias.
Notas rápidas:
- O eleitorado indígena no Amazonas cresceu nos últimos anos, o que pode ampliar a representação desse segmento em câmaras municipais e na Assembleia Legislativa na próxima década.
- Segmentos ruralistas celebraram a aprovação no Senado de recursos para créditos rurais, medida que facilita o acesso a financiamento pelos produtores.
- O ex-governador Ivo Cassol declarou apoio ao ex-deputado federal Luís Claudio para uma vaga na Câmara dos Deputados, destacando sua defesa das causas do agronegócio.
- Célio Lopes (UP) surge como uma liderança jovem em ascensão na capital e concorre a uma cadeira na Câmara dos Deputados.