Derrota do Brasil e crise administrativa em Rondônia marcam semana
Coluna reúne denúncias e polêmicas em Rondônia: decreto que ameaça fundos sociais, venda da Caerd, operação da PF, viagens do governador e pré-candidaturas.
A seleção brasileira foi eliminada da Copa do Mundo após derrota para a Noruega, resultado que tem sido visto como merecido por parte da cobertura e que expõe problemas estruturais no futebol nacional. A avaliação é que mudanças são necessárias na Confederação Brasileira de Futebol e nas federações estaduais, com investimento prioritário nas categorias de base e na formação local. A derrota reapresenta sinais preocupantes já observados desde o histórico 7 a 1 para a Alemanha e reacende debates sobre a organização do esporte no país.
Enquanto isso, a disputa eleitoral no Brasil começa a esquentar. Em Rondônia, pesquisas do Instituto Haverroth de Política, Estatística e Comunicação (Ihpec), coordenado por Dejanir Haverroth, apontam como principais pré-candidatos ao governo o senador Marcos Rogério (PL), o ex-prefeito Adaílton Fúria (PSD) e o ex-prefeito Hildon Chaves (Federação União Progressista). Segundo o instituto, o quadro tende a se manter estável, salvo fatos extraordinários que alterem as candidaturas.
Dejanir Haverroth ressalta que o eleitor rondoniense valoriza o contato presencial: visitas aos municípios, conversas porta a porta e encontros informais ainda pesam mais do que o desempenho nas redes sociais. A orientação aos candidatos é, portanto, priorizar a presença física junto ao eleitorado.
Na esfera do Executivo estadual, há questionamentos sobre viagens do governador Marcos Rocha. A ida a Israel no ano anterior, com custo apontado em R$ 400 mil e acompanhamento de comitiva, suscitou dúvidas sobre os benefícios para Rondônia. Atualmente, o governador realiza uma viagem à China com duração prevista de 13 dias, durante a qual o comando do Estado ficará com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Alexandre Miguel. Autoridades e sociedade aguardam esclarecimentos sobre objetivos e despesas dessas viagens.
Um decreto estadual, o nº 31.617, de 28 de março de 2026, que instituiu uma conta única para verbas do governo gerou reação de entidades sociais e conselhos, que alertam para risco às contas especiais previstas em legislação dos fundos. Fundos como o Fundo Estadual de Direitos da Criança e Adolescente (Funedca) e o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep) podem ter sua autonomia comprometida, segundo críticos, que afirmam haver falta de transparência e possibilidade de uso indevido de recursos. O Ministério Público foi acionado, mas, conforme fontes consultadas, ainda não respondeu, o que alimenta a perspectiva de medidas judiciais.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Reduto com ações na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) e em cidades como Ariquemes e Porto Velho. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão — nove em Ariquemes, oito em Porto Velho e dois em Manaus — e apreendidos documentos e mídias para análise. Investiga-se também a possível quebra de sigilo da própria operação, com suspeita de vazamento que pode transformar investigadores em investigados.
O escândalo envolvendo o Banco Master e o ex-executivo Daniel Vorcaro tem impactos em prefeituras de Rondônia, que perderam recursos aplicados na instituição. A movimentação deve resultar em prejuízos que, direta ou indiretamente, afetarão as finanças municipais e a prestação de serviços à população.
Na área de equipamentos públicos, o Complexo Poliesportivo Deroche Pequeno Franco, no bairro Caiari, em Porto Velho, está em situação de abandono. Inaugurado em 1991 e com última reforma em 2013, o local apresenta lixo acumulado, grades danificadas, quadras e campos em más condições e iluminação precária. Apesar de uma verba enviada no ano anterior pela deputada federal Cristiane Lopes, as obras não avançaram, segundo moradores e frequentadores, que cobram providências da prefeitura e do governo do estado.
O Governo de Rondônia autorizou a desestatização dos serviços de saneamento por meio do Decreto Estadual nº 31.746/2026, abrindo licitação internacional para concessão em 40 municípios da microrregião de águas e esgotos (MRAE). O contrato estimado chega a R$ 8,477 bilhões e terá prazo de 35 anos, com critério de escolha pela menor tarifa ofertada. Parlamentares, entre eles o deputado estadual Delegado Camargo, já apresentaram propostas para cancelar o edital, alegando falta de debate público e risco de prejuízo ao usuário final, tema que promete gerar amplo debate político e jurídico.
Por fim, a deputada federal Sílvia Cristina lançará neste sábado, dia 11, às 18h, sua pré-candidatura ao Senado no Clube Vera Cruz, em Ji-Paraná. O evento deve reunir pré-candidatos da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas.