Marcha das Mulheres Negras em Rondônia exige direitos e combate ao racismo
A Marcha das Mulheres Negras de Rondônia, marcada para 12 de setembro, busca visibilidade e reivindica direitos em diversas frentes sociais, destacando a luta contra racismo e feminicídio.
Os movimentos sociais de negritude em Rondônia estão em um processo contínuo de busca por reconhecimento e voz, culminando na Marcha das Mulheres Negras. O evento, agendado para o dia 12 de setembro, será realizado no Centro Político-Administrativo do Estado de Rondônia (CPA) e visa mobilizar diversas comunidades em defesa de dignidade e direitos, especialmente contra o racismo e o feminicídio.
A marcha irá abordar ainda questões como transfobia, homofobia e racismo religioso, unindo as pautas em um espaço de discussão ampla. O movimento se propõe a ser um local de união, onde a voz de quem foi marginalizado pela sociedade possa ser ouvida, destacando a ineficácia de políticas públicas que existem, mas não são implementadas. Entre as iniciativas aprovadas estão os Conselhos Estaduais e Municipais da Política de Promoção da Igualdade Racial, a Lei nº 5.147, que institui o Programa "Educação Antirracista" nas escolas, além do Programa Estadual "Mulher Protegida", que já beneficia muitas mulheres, mas ainda carece de uma execução mais efetiva.
As organizadoras da marcha enfrentam a falta de apoio governamental, resultando em uma luta diária que se manifesta em intervenções públicas, aparições na mídia e parcerias. Essa realidade dificulta ainda mais a busca por direitos sociais no estado, mas as representantes do movimento permanecem ativas. A Educadora Popular e Militante Cacau Lisboa enfatiza a importância de levar conhecimentos antirracistas ao ambiente escolar, para que a narrativa e a representação dos negros deixem de ser limitadas a estereótipos negativos.
A escritora e Pós-Doutora em Educação, Eva Silva, ressalta a necessidade de reescrever histórias para alterar a percepção do negro na sociedade. A Educadora Antirracista Luciene Lisboa também compartilha suas preocupações sobre a repressão da voz negra, ressaltando que essa marginalização pode levar a um aumento da vulnerabilidade à criminalidade.