Brasil precisa fortalecer alianças no Brics diante da pressão de Trump
A inelegibilidade de Bolsonaro e aliados marca um novo cenário político no Brasil, enquanto o país busca alternativas para fortalecer sua posição nos Brics e na diplomacia global.
O recente julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados resultou em oito anos de inelegibilidade, o que poderá impactar significativamente a política brasileira. Contudo, o foco da atenção se desvia das penas para as repercussões que o ambiente político pode trazer, destacando a relação conturbada com os Estados Unidos, especialmente com a pressão exercida pelo presidente Donald Trump. Esta pressão posiciona o Brasil em um dilema: ceder às exigências ou resistir, o que pode acarretar em riscos para a integridade territorial e a economia nacional.
Para lidar com este cenário internacional, é imperativo que o Brasil busque manter uma posição forte junto aos demais países do bloco BRICS, criando uma estratégia coletiva. Ações individuais podem resultar em consequências severas, como exemplificado pelo destino de países que desafiaram os EUA. A diversificação de mercados, como a exportação de miúdos bovinos para a Ásia, se faz urgente. Além disso, a Amazônia deve ser protegida por seus nove países, sob a supervisão da ONU, com a diplomacia sendo a principal ferramenta na preservação do meio ambiente.
No âmbito político local, a inelegibilidade de Jair Bolsonaro e do ex-governador Ivo Cassol leva a direita a buscar novos candidatos para as próximas eleições presidenciais e para o governo de Rondônia. O atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, desponta como uma possível candidatura nacional, enquanto em Rondônia, três nomes se destacam: o senador Marcos Rogério, o deputado federal Fernando Máximo, e o vice-governador Sergio Gonçalves, sendo Rogério o mais mencionado.
Nos bastidores, a expectativa sobre a candidatura de Ivo Cassol permanece, com Marcos Rogério e o prefeito Adailton Fúria aguardando uma definição. Caso Cassol decida não concorrer, há rumores de que ele apoiaria a candidatura de Fúria, trazendo novos players para a disputa. Fúria, por sua vez, almeja também a eleição de sua esposa, Joliane, para a Câmara dos Deputados, após uma votação expressiva na última eleição.
A política em Rondônia revela uma forte tendência de nepotismo, com diversos políticos buscando eleger familiares para cargos públicos simultaneamente. O governador Marcos Rocha, por exemplo, busca garantir que sua esposa e irmão também sejam eleitos. A situação é semelhante em várias famílias políticas, levantando questões sobre o uso dos recursos públicos por meio de vínculos familiares.
Outro fato notável é o desempenho do pecuarista Bruno Scheidt nas pesquisas para o Senado, onde sua candidatura, apoiada por Jair Bolsonaro, tem enfrentado dificuldades. Inicialmente considerado um forte concorrente, Scheidt não conseguiu se firmar nas sondagens, especialmente após os eventos relacionados a Bolsonaro.
À medida que as eleições de 2026 se aproximam, figuras como o ex-prefeito Roberto Sobrinho se posicionam para concorrer a cargos na Câmara dos Deputados. A presença de personalidades políticas em ascensão no interior do estado, como a ex-deputada Rosaria Helena, indica uma mobilização significativa para o próximo pleito. Além disso, os municípios de Vilhena e Nova Mamoré estão entre os mais crescentes na demografia de Rondônia, destacando-se na região.