Tribunal de Justiça de Rondônia encerra disputa fundiária de 26 anos

O Tribunal de Justiça de Rondônia encerrou um longo processo de reintegração de posse de 1997, negando pedido de Paulo Sack sobre terras em Candeias do Jamari.

Tribunal de Justiça de Rondônia encerra disputa fundiária de 26 anos

O Tribunal de Justiça de Rondônia concluiu, nesta semana, um longo processo de reintegração de posse referente às áreas conhecidas como Escalerita e Lago da Brasileira, localizadas na região do Calama, no município de Candeias do Jamari. Este caso era o mais antigo em tramitação no estado, com início em 1997.

A ação foi movida por Paulo Whately Sack, que reivindicava a posse legítima dos terrenos, alegando invasão por ocupantes associados à Associação dos Produtores Rurais do Projeto Calama Jacundá. O processo envolveu diversos réus, incluindo moradores da Vila Nova Samuel, que lutavam pelo direito de permanecer nas terras.

Ao longo dos quase três décadas de tramitação, o caso passou por múltiplas etapas, incluindo anulações de sentença, apresentação de novas provas, perícias e audiências de conciliação. Importantes órgãos como o INCRA, IBAMA, Ministério Público Estadual e Federal, além da Defensoria Pública, estiveram envolvidos ao longo do processo, destacando sua relevância social e ambiental.

No julgamento final, o magistrado ressaltou que, apesar dos documentos apresentados pelo autor que indicavam aquisição e posse em determinados momentos, esses não foram suficientes para comprovar que ele detinha efetivamente a posse antes das ocupações contestadas. O juiz também mencionou que a área está inserida em um contexto de políticas públicas de assentamento e uso social da terra, o que influenciou a decisão de negar o pedido de reintegração.

A decisão encerra uma disputa complexa e prolongada, reabrindo o debate sobre a necessidade de um sistema mais ágil para a resolução de conflitos fundiários no Brasil.

Fonte da imagem: Divulgações do Tribunal de Justiça

Fonte das informações: Idaron