Andorinhas invadem terminal Transpetro em Coari e causam avarias
Pesquisas questionadas em Rondônia: Marcos Rogério lidera no interior; Hildon Chaves, na capital; Adailton Fúria e PT intensificam disputa eleitoral.
O terminal de carga da Transpetro no Rio Solimões, em Coari (AM), enfrenta problemas desde a seca extrema de 2024, que reduziu a vazão do rio e obrigou a desativação do porto de gás liquefeito por falta de calado para atracação.
Com as estruturas paradas, milhares de andorinhas-azuis passaram a ocupar o local. Com a retomada das atividades humanas, a presença das aves tornou-se um problema operacional: fezes de aves têm se acumulado sobre relógios e medidores das tubulações, atrapalhando serviços e apresentando risco potencial à saúde dos trabalhadores.
A chegada das andorinhas está ligada ao ciclo migratório da espécie, que nasce no leste dos Estados Unidos e migra para a Amazônia durante o inverno norte-americano. O fenômeno é naturalmente recorrente e atraente para observadores, mas conflita com a infraestrutura portuária temporariamente desativada.
Medidas como cortar árvores ou eliminar insetos — alimento das aves — não são viáveis nem desejáveis, por implicarem danos ambientais. Cientistas e gestores buscam soluções que preservem a rotina natural das aves e, ao mesmo tempo, protejam equipamentos e a saúde humana no terminal.
Em paralelo à questão ambiental em Coari, a corrida eleitoral em Rondônia tem apresentado ruídos relacionados a pesquisas de intenção de voto. Levantamentos recentes, segundo críticas locais, teriam omitido nomes importantes, como o do ex-senador Confúcio Moura, e exibido resultados questionáveis que favorecem alguns candidatos.
O senador Marcos Rogério (PL) aparece na liderança em grande parte do interior do estado, donde provém cerca de dois terços do eleitorado, enquanto o ex-prefeito Hildon Chaves lidera em Porto Velho, que concentra cerca de 30% dos eleitores. Mesmo com vantagem inicial, Rogério não tem garantia de vitória em primeiro turno, já que um segundo turno pode reunir as oposições contra ele.
No interior, Rogério polariza com o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD); na capital, a disputa principal tem sido com Hildon Chaves. As pesquisas recentes ainda não teriam captado completamente o desgaste provocado por escândalos envolvendo bolsonaristas nem o impacto das ações do governo federal em favor de candidatos petistas locais, como Expedito Neto.
O PSD estadual, comandado pelo governador Marcos Rocha, alimenta as expectativas em torno de Adailton Fúria. Apesar de desgaste em Cacoal, a estrutura partidária e a maior bancada nas assembleias podem fortalecer sua campanha, assim como a indicação do comunicador Everton Leoni como vice na capital. Por outro lado, a percepção de que Fúria seria um candidato alternativo de Lula em um estado conservador pode limitar sua penetração.
Em termos de estratégia, a campanha de Rogério tende a buscar aceleração para tentar evitar o segundo turno. Fúria precisa reduzir a vantagem de Hildon em Porto Velho para chegar ao segundo turno com chances reais de vitória. Hildon, por sua vez, precisa ampliar a competitividade no interior para manter e melhorar sua posição na capital.
O PT, beneficiado pelo pacote de ações do governo federal, poderia ter oportunidades no estado, mas enfrenta dificuldades com a candidatura de Expedito Neto, que não mobiliza totalmente a base petista. Uma alternativa sugerida por militantes seria deslocar Expedito para disputa de deputado federal e buscar um nome petista mais identificado com a militância para a disputa ao governo, unindo a esquerda.
Na disputa por vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, aparecem como prováveis nomes os seguintes:
- Candidatos à Câmara dos Deputados: Lúcio Mosquini (PL), Jesualdo Pires (PP), Joliane Fúria, Thiago Flores.
- Candidatos à Assembleia Legislativa: Laerte Gomes (PSD), Ieda Chaves (UB), Alex Redano, Jean de Oliveira, Carlos Magno.
Pesquisas contestadas, como levantamento do Instituto Veritá, chegaram a ser suspensas pela Justiça após questionamentos sobre metodologia e inclusão de nomes, alimentando debates sobre a confiabilidade de alguns levantamentos eleitorais no estado.