Convenções partidárias em Rondônia podem derrubar candidaturas

Convenções em Rondônia podem redefinir candidaturas: controle partidário e divisões internas ameaçam nomes como Adailton Fúria, Expedito Neto e Hildon Chaves.

Convenções partidárias em Rondônia podem derrubar candidaturas

Na era da informação, problemas locais e globais chegam a todas as camadas da população e, ao mesmo tempo, são tratados de formas tão diversas que acabam se tornando de difícil compreensão para a maioria. Esse cenário amplia a exposição a temas complexos e polarizadores, como mudanças climáticas, e complica o debate público sobre pautas técnicas ou regionais.

No plano político de Rondônia, a ausência do ex-deputado federal Natan Donadon e do ex-secretário da Agricultura Evandro Padovani abre espaço eleitoral nos municípios do Cone Sul, região polarizada por Vilhena. Sem a divisão de votos que esses nomes representavam, o deputado estadual Ezequiel Neiva passa a ter condições mais favoráveis para disputar uma vaga na Câmara Federal.

Para as convenções partidárias previstas para julho, há incerteza sobre a homologação de ao menos dois pré-candidatos ao governo estadual. O ex-deputado federal Expedito Neto (PT) enfrenta resistência interna na legenda e rejeição de lideranças históricas, enquanto o professor Pedro Abib, lançado pelo MDB, ainda não consolidou base e sofre com rachaduras no partido.

O principal entrave para Expedito Neto e Pedro Abib é a falta de controle sobre as respectivas legendas. Sem maioria entre os convencionais, ambos correm risco de ver suas candidaturas questionadas no processo de homologação. No caso de Expedito, há ainda um desalinhamento ideológico com setores do PT; no caso de Abib, o MDB estadual segue dividido entre diferentes grupos e pressões por alianças.

Adailton Fúria (PSD), ex-prefeito de Cacoal, tem sua presença na homologação bem encaminhada por estar alinhado com o presidente estadual do partido, o governador Marcos Rocha. A posição de Rocha como líder estadual confere a Fúria vantagem organizacional, mesmo sem controle absoluto da legenda.

Hildon Chaves, ex-prefeito de Porto Velho e líder na federação União Brasil/Partido Progressista, também tende a ter a homologação assegurada. Apesar da falta de hegemonia entre os convencionais, a dependência da federação em sua capacidade eleitoral garante-lhe influência significativa sobre indicações para o Senado, Câmara e Assembleia.

O socialista Samuel Costa (PSB) aparece como outro nome sujeito a ser derrotado nas convenções. Sua trajetória eleitoral recente e a divisão interna sobre estratégias e alianças no PSB colocam incertezas sobre a manutenção de sua postulação ao Palácio Rio Madeira.

Os debates entre pré-candidatos ao governo já começaram a ocorrer informalmente. Entre os nomes em confronto estão o senador Marcos Rogério (PL), conhecido por posição agressiva nos embates; Hildon Chaves, com experiência em confrontos públicos; Adailton Fúria e Expedito Neto, considerados mais frágeis no debate; e os candidatos de oposição Samuel Costa (PSB) e Luís Carlos Teodoro (PSOL), que devem promover críticas contundentes aos favoritos.

Nos bastidores também se discute se o governador Marcos Rocha conseguirá transferir votos para Adailton Fúria. Historicamente, governadores de Rondônia têm encontrado dificuldades para transferir eleitorado a aliados e sucessores, e essa experiência passada alimenta o ceticismo sobre a eficácia dessa estratégia na temporada eleitoral atual.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo