Gasolina atinge até R$ 7 em Porto Velho sem justificativa oficial

Em Porto Velho, os preços da gasolina atingem até R$ 7,00 por litro, sem justificativa oficial. O aumento ocorre apesar do nível normal do rio Madeira, evidenciando a irregularidade do mercado local.

Gasolina atinge até R$ 7 em Porto Velho sem justificativa oficial

A capital de Rondônia, Porto Velho, enfrenta um novo aumento nos preços dos combustíveis. Nesta terça-feira, 16 de outubro, foram registrados preços de até R$ 6,98 por litro de gasolina em alguns postos, enquanto outros veículos de imprensa noticiaram valores de até R$ 7,00 por litro. Até o momento, não houve justificativa oficial para essa disparada nos preços.

No ano anterior, um aumento similar foi atribuído ao baixo nível do rio Madeira, que afetava os preços dos combustíveis em todo o estado. Entretanto, atualmente, o nível do Madeira está dentro da normalidade para a época, segundo dados do sistema de monitoramento de hidrologia do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

De maneira similar ao ano passado, a gasolina encontra-se a preços mais baixos no interior do estado, o que gera estranheza, uma vez que a distribuição do combustível parte de Porto Velho. Em Candeias do Jamari, a 20 km da capital, o preço máximo do litro de gasolina comum foi encontrado a R$ 5,99. Já em Ouro Preto d’Oeste, a 334 km de Porto Velho, o maior preço registrado foi de R$ 6,87. Em Vilhena, que é um município limítrofe a Rondônia, os preços variaram entre R$ 6,92 e R$ 7,06.

Tentativas de contato com o Sindicato dos Postos Revendedores de Rondônia (Sindipetro) para esclarecer o aumento de preços não obtiveram resposta.

Historicamente, os consumidores da região Norte do Brasil pagam mais caro pelos combustíveis. Isso se deve a diversos fatores, incluindo a privatização das refinarias na região, a movimentação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a dependência de refinarias estrangeiras e políticas federais de paridade de preços com o mercado internacional. No caso específico de Rondônia, a prática de cartelização dos postos, especialmente em Porto Velho, também impacta os preços.

Uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal da capital, realizada no ano passado, apontou indícios de cartelização nos postos de combustíveis. Apesar de discussões em busca de medidas eficazes para regular os preços, os resultados não se mostraram satisfatórios.

Em julho de 2025, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu maior rigor na fiscalização dos preços praticados nos postos, após a Petrobras reduzir os preços da gasolina para distribuidoras e os postos ainda assim registrarem alta. O Ministério de Minas e Energia acionou diversos órgãos para investigar possíveis abusos.

Enquanto isso, tentativas de contato com o Procon de Rondônia e o Governo do Estado sobre a fiscalização dos aumentos não obtiveram resposta até o fechamento desta matéria.

Fonte da imagem: EUIDEAL

Fonte das informações: Rondoniaovivo