Brasil enfrenta escassez de água e perdas por má gestão hídrica
Dados apontam perda de 40% da água tratada e alertas da Nasa sobre queda nos aquíferos; secas e má governança tornam a escassez real em regiões do Brasil.
Regiões do Brasil enfrentam sinais crescentes de escassez de água apesar de o país deter as maiores reservas de água doce do planeta. Problemas de governança e infraestrutura contribuem para perdas significativas: cerca de 40% da água tratada é desperdiçada antes de chegar às torneiras de residências e empresas.
Moradores relatam que as chuvas, que antigamente eram mais regulares, já não são suficientes para repor volumes usados no abastecimento e na irrigação. Estudos que monitoram variações no campo gravitacional da Terra indicam redução de água em aquíferos; na Amazônia, rios ainda compensam parte da saída de água subterrânea, mas secas mais frequentes e intensas aceleram a perda de reservatórios naturais.
Autoridades apontam que a combinação de perdas na distribuição, má gestão e mudanças climáticas torna urgente melhorar a conservação, a eficiência do sistema de abastecimento e a capacidade de armazenamento.
Em Porto Velho, o prefeito Leo Moraes e o governador Marcos Rocha intensificaram ações para recuperar o centro histórico, região que vinha se deteriorando nos últimos anos. Entre as medidas destacam-se eventos como a chamada "rua do Hexa", realizada nas proximidades do Prédio do Relógio, e a reestruturação de batalhões da Polícia Militar instalados ao lado da Catedral Metropolitana para reforçar a segurança local.
No campo político, dirigentes de esquerda avaliam a formação de uma frente unificada reunindo PT, PSB e PSOL, com nomes como Expedito Neto, Samuel Costa e Luís Carlos Teodoro sendo citados. A articulação enfrenta obstáculos por interesses divergentes entre os partidos, e mesmo uma aliança teria dificuldade para competir com os candidatos de maior intenção de voto: Marcos Rogério (PL, Ji-Paraná), Hildon Chaves (Federação União Brasil/Progressistas) e Adailton Fúria (PSD, Cacoal).
Na agenda eleitoral de 2026, a industrialização de Rondônia aparece como prioridade comum entre os postulantes ao governo. A proposta já foi defendida em campanhas anteriores e ganha viabilidade com a disponibilidade atual de energia gerada pelas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Entidades representativas do estado, lideradas pelo presidente da Fiero Marcelo Thomé, apoiam iniciativas para atrair investimentos industriais.
Também crescem as discussões sobre quem comporia as chapas como candidatos a vice-governador. Entre nomes apontados estão o ex-deputado Everton Leoni (vice de Adailton Fúria), o deputado Cirone Deiro (vice de Hildon Chaves) e o deputado Delegado Camargo (vice de Marcos Rogério). Com as convenções previstas para julho, setores da imprensa e da sociedade sugerem incluir debates entre os postulantes a vice.
Tanto a Prefeitura de Porto Velho quanto o governo do Estado de Rondônia adotaram medidas de contenção de despesas diante de sinais de dificuldade financeira ao longo de 2026. O município anunciou restrições orçamentárias e o governo estadual reduziu gastos na sede administrativa. Fornecedores relatam atrasos em pagamentos, e a redução da população no município diminuiu a base de contribuintes, reforçando a prioridade de garantir o pagamento do funcionalismo público.
As medidas de ajuste provocaram reação de alguns vereadores de Porto Velho, que criticam cortes e buscam recompor benefícios em ano eleitoral. A administração municipal afirma que cortes são necessários para equilibrar as contas e honrar compromissos com servidores e fornecedores. Na Assembleia Legislativa de Rondônia, o trabalho durante a semana previa a limpeza de pauta antes do recesso parlamentar de julho.