Máximo critica governo e omite sua gestão na Saúde do Estado
Fernando Máximo, pré-candidato ao Senado, critica a saúde de Rondônia enquanto omite seu papel como ex-secretário durante licitações e investigação da PF.
O deputado estadual Fernando Máximo (PL), pré-candidato ao Senado, enfrenta questionamentos sobre sua gestão à frente da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau), cargo que ocupou por quatro anos durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19.
Durante seu período à frente da Sesau, Máximo teve ampla autonomia para conduzir contratações emergenciais para enfrentamento da pandemia. Atualmente, criticando a condução da saúde pública estadual, ele tem tentado dissociar sua própria atuação das falhas apontadas no setor.
Máximo foi nomeado para o primeiro escalão do governo do governador Marcos Rocha (PSD) em 2019. A relação entre ambos e a participação do parlamentar em projetos como o Hospital de Emergência e Urgência (HEURO) têm sido lembradas por adversários e pela imprensa como parte do contexto de sua gestão.
Em eventos ligados ao projeto do HEURO houve divulgação de atos públicos e promoções, inclusive em São Paulo, com promessa de que o hospital estaria entre os mais modernos do país. A execução e os prazos do empreendimento foram alvo de expectativas públicas que ainda não se concretizaram integralmente.
Investigações da Polícia Federal, reunidas na Operação Polígrafo, apontaram indícios de irregularidades na compra de testes para detecção da Covid-19. Segundo as apurações, os testes teriam apresentado problemas de funcionamento e foram adquiridos de uma empresa sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Em depoimento à Polícia Federal, Fernando Máximo afirmou que naquele momento não havia testes disponíveis no mercado e disse, conforme registro, que as pessoas infectadas pelo vírus "iriam morrer de qualquer forma".
Após deixar a Sesau para assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados, Máximo passou a adotar posicionamento mais crítico em relação ao governo estadual. Observadores políticos destacam que parte das ações e projetos que hoje critica foram iniciadas ou conduzidas durante seu período na secretaria.
Vídeos e registros relacionados ao leilão e aos atos de lançamento de projetos ligados à saúde foram divulgados em redes sociais, mas não serão reproduzidos aqui.