Usina solar atende 45 famílias na Amazônia e evita 111 toneladas CO2

Usina solar na comunidade indígena Três Unidos (APA do Rio Negro) atende 45 famílias, reduz mais de 35 mil litros de diesel/ano e evita ~111 t de CO₂.

Usina solar atende 45 famílias na Amazônia e evita 111 toneladas CO2

Boa notícias na Amazônia incluem a instalação de uma usina de energia solar na comunidade indígena Três Unidos, localizada na Área de Proteção Ambiental do Rio Negro. O sistema beneficia 45 famílias e deve reduzir em mais de 35 mil litros o consumo anual de diesel da comunidade, evitando a emissão de aproximadamente 111 toneladas de CO₂ no período.

O projeto foi financiado pelo Ministério do Meio Ambiente da Alemanha por meio da Iniciativa Internacional de Clima e executado pela agência de cooperação GIZ. A implementação local ficou a cargo da Fundação Amazônia Sustentável, com gestão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema). A iniciativa é citada como um exemplo de como parcerias e recursos externos, articulados com organizações locais, podem viabilizar soluções concretas de energia limpa e redução de emissões.

Enquanto a usina solar ilustra um caso de sucesso que merece ser replicado, o noticiário político no estado segue em ritmo distinto. Com a sequência de jogos e os bons resultados do Brasil na Copa do Mundo, as eleições de outubro de 2026 permanecem em segundo plano, e a intensidade da agenda de campanha nas emissoras e veículos de comunicação caiu.

O pleito estadual terá participação expressiva de ex-prefeitos como candidatos às assembleias e ao Congresso. Entre os nomes citados estão Mauro Nazif (Porto Velho), Carlos Magno (Ouro Preto do Oeste), Jesualdo Pires (Ji-Paraná), e Ernandes Amorim (Ariquemes). Hildon Chaves e Adailton Fúria também figuram entre ex-prefeitos com candidatura a cargos majoritários no estado.

Há um padrão histórico apontado pela análise política local: muitos governadores eleitos em Rondônia desde 1986 vieram da experiência em prefeituras municipais. Nomes como Jeronimo Santana, Valdir Raupp, José Bianco, Ivo Cassol e Confúcio Moura exemplificam essa trajetória, assim como alguns senadores que iniciaram carreira na administração municipal.

No cenário nacional, a disputa polarizada entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) permanece ativa. Em Rondônia, a corrida estadual aparece polarizada entre três pré-candidatos — Marcos Rogério, Hildon Chaves e Adailton Fúria —, indicando a possibilidade de segundo turno. Comissões partidárias devem iniciar as convenções nos próximos dias, e o governo federal tem acelerado a divulgação de obras federais no estado, estratégia vista como potencial favor ao candidato alinhado ao Planalto.

Em Vilhena, a Assembleia Legislativa realizou uma sessão itinerante presidida pelo deputado Jean de Oliveira em que foi concedida, postumamente, a medalha de honra ao mérito ao ex-vereador Roberto Moraes de Souza. A honraria foi entregue aos familiares em cerimônia no plenário da Câmara Municipal, que destacou a contribuição do homenageado ao desenvolvimento do município.

As agendas de campanha deverão trazer à tona problemas não resolvidos no estado, entre eles saúde, educação, segurança pública e saneamento básico. Demandas específicas citadas pela sociedade incluem o aumento das tarifas aéreas, a controvérsia sobre pedágios, a implementação de um plano de segurança para enfrentar facções criminosas e o cronograma de obras como a usina hidrelétrica de Tabajara, em Machadinho do Oeste, cuja execução tem sido adiada.

Comunicação e política também se cruzam: radialistas, apresentadores de televisão e outros comunicadores rondonienses ingressaram em licença a partir do dia 30 deste mês para disputar cargos eleitorais. Eles concorrem a vagas na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados e a outros postos, incluindo vice‑governo, Senado e governo do estado; o retorno ao trabalho deve ocorrer após as eleições, em outubro.



Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo