Ellis Regina cobra Executivo pelo fim dos cortes a servidores

Vereadora Ellis Regina cobra posição do Executivo até o prazo do RGF, defende gratificações e direitos dos servidores e critica cortes em benefícios.

Ellis Regina cobra Executivo pelo fim dos cortes a servidores

Durante sessão na Câmara Municipal, a vereadora Ellis Regina subiu à tribuna para cobrar um posicionamento oficial do Executivo Municipal sobre as reivindicações dos servidores públicos. Ela informou que o prazo final para resposta da Prefeitura termina nesta quinta-feira, coincidindo com o fechamento do Relatório de Gestão Fiscal (RGF).

Ellis falou em nome de diversas categorias e entidades sindicais, entre elas o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindep), Sintero, Sindel e SImero, e afirmou que o funcionalismo aguarda propostas favoráveis após o período de planejamento orçamentário da gestão.

A parlamentar, que também preside o Sindeprof, criticou pareceres de órgãos de controle interno que sugerem a retirada de gratificações de servidores da linha de frente. Ela citou o caso de motoristas de ambulância do interior, que, além de dirigir, atuam como técnicos em enfermagem e enfermeiros em atendimentos de saúde.

"Esses servidores não são apenas motoristas; são técnicos em enfermagem, enfermeiros e, muitas vezes, assumem papéis cruciais no socorro médico. Se retirarem essa gratificação, eles não terão autonomia nem obrigação de conduzir os veículos. Estão prontos para entregar as chaves, e eu os apoiarei", afirmou a vereadora.

Ellis também ressaltou a luta para que a Controladoria Geral do Município (CGM) fosse composta por servidores de carreira, com o objetivo de garantir imparcialidade técnica, e lamentou que o órgão esteja sendo utilizado para sugerir cortes na folha que atingem justamente os menores salários.

Outro ponto abordado foi o corte de auxílio-doença de um auxiliar de serviços gerais. A vereadora classificou a medida como desumana, lembrando que a retirada de valores modestos — citou o exemplo de trezentos reais — afeta diretamente o sustento de trabalhadores em situação de doença.

"Retirar trezentos reais de quem está doente e mais precisa é inadmissível. Esse valor pode não ser nada para quem decide o corte, mas é o sustento de quem trabalha. Sou a voz do servidor nesta Casa e não vou permitir que benefícios conquistados desde 2010 sejam subtraídos em detrimento de qualquer gestão", afirmou.

Ellis fez um apelo ao Executivo, criticando setores da administração que, segundo ela, buscam reduzir gastos com gratificações consideradas irrisórias enquanto ignoram outros segmentos da folha de pagamento. Ela externou a expectativa de que o Secretário Geral de Governo, Sérgio Paraguassu, não esteja a par dessas ações e reafirmou confiança na postura de diálogo que ele costuma manter com o serviço público.

Ao concluir, a vereadora contrapôs a agilidade no envio de projetos que beneficiam outros setores com a demora em assegurar direitos básicos dos servidores de carreira, muitos com décadas de serviço, e pediu que a Prefeitura apresente propostas que preservem gratificações e direitos adquiridos.

Fonte da imagem: Assessoria

Fonte das informações: Assessoria