Sintero exige retorno do MedTec para 7 mil alunos em Rondônia
Sintero cobra ação imediata após paralisação do MedTec que atinge 7 mil alunos de áreas remotas, critica modelo tecnológico e exige retorno do ensino presencial
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) manifestou preocupação com a paralisação das atividades do programa de Mediação Tecnológica (MedTec) na rede estadual de ensino. Em Nota Técnica Nº 01/2026, divulgada nesta quinta-feira (11), o sindicato cobrou providências urgentes do Governo do Estado para reverter a situação que atinge cerca de 7 mil estudantes, sobretudo em áreas rurais, ribeirinhas, indígenas e de difícil acesso.
Segundo o Sintero, a interrupção afeta o processo de ensino-aprendizagem e traz riscos de evasão escolar, prejuízo ao calendário letivo e aumento das desigualdades educacionais no estado.
O documento, assinado pela presidenta Dioneida Castoldi e pela secretária de Assuntos Educacionais Judith dos Santos, reafirma que a educação é dever do Estado e direito fundamental, que não pode ser suspenso por problemas administrativos ou contratuais.
Na nota, o sindicato reiterou a defesa da educação pública presencial, apontando que o ensino precisa de professores habilitados, valorização profissional e condições estruturais adequadas. O Sintero criticou o modelo que depende excessivamente de contratos e de estruturas tecnológicas, principalmente em localidades que têm condições de receber oferta presencial.
O sindicato afirmou que políticas baseadas em mediação tecnológica não podem substituir a obrigação estatal de investir na construção de escolas, realizar concursos públicos e contratar profissionais diretamente, e destacou que divergências sobre o modelo não justificam a interrupção do direito à educação dos jovens rondonienses.
Para reduzir os impactos aos alunos afetados pela suspensão do contrato, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) implementou, em dois dias, uma plataforma alternativa de ensino para atender a região remota.
O secretário Massud Badra informou que a interrupção da renovação emergencial foi necessária para "sanar questões jurídicas e garantir a segurança e a transparência do processo". Ele afirmou ainda que "a transição não gerou falta de material didático. Agradeço a flexibilidade dos professores na adaptação ao modelo provisório".
Quanto à solução definitiva, Badra projetou um prazo estimado de 10 a 15 dias para que as transmissões retornem de forma definitiva ao canal oficial da mediação tecnológica.