Carlos Mossoró representa Rondônia no álbum Substrato 2 com crítica ao desmatamento

Carlos Mossoró, pesquisador de rap, destaca ao participar do álbum 'Substrato 2' como Rondônia se insere no cenário do Hip Hop, abordando temas ambientais.

Carlos Mossoró representa Rondônia no álbum Substrato 2 com crítica ao desmatamento

O rapper Carlos Mossoró fez parte do álbum 'Substrato 2', ao lado de Mano André e NeyMura, representando Rondônia. O disco foi produzido pelo DJ Caique e distribuído pela Sony.

Carlos é um pesquisador do rap na academia e considera os trabalhos do DJ Caique como uma importante referência para sua pesquisa. A conexão entre o trabalho 'Coligações Expressivas' e sua tese de doutorado é significativa, uma vez que o projeto visa unir países de língua portuguesa. O artista estudou rappers do Brasil, Angola, Moçambique e Portugal.

Em entrevista ao Rondoniaovivo, ele fala sobre a honra de participar do álbum: "Já mencionei ele em trabalhos acadêmicos muito antes de ter o primeiro contato". Natural do Rio Grande do Norte, Carlos mora em Rondônia há três anos e compartilha um pouco de sua trajetória. Ele possui cerca de 10 músicas gravadas, muitas com participações, e optou por falar sobre Rondônia, dada a oportunidade que surgiu.

Sobre sua contribuição, Carlos explica que abordou a música 'Falei' de duas perspectivas: uma de posicionamento e outra de crítica. A letra destaca o legado do Movimento Hip Hop da Floresta, que ele e outros artistas buscam fazer reconhecido, mostrando que Rondônia possui uma cena de Hip Hop de qualidade.

Carlos também homenageia NeyMura, mencionando sua importância na faixa: "O nome de NeyMura foi fundamental, porque é um artista que já teve sua obra estudada até na Unicamp". Ele expressa sua determinação em contribuir para o resgate do Movimento Hip Hop da Floresta (MHF).

Em relação à temática da música, Carlos comenta: "A perspectiva de crítica foi em relação a queimada e o desmatamento. Quando vim morar em Rondônia, esperava ter ar puro devido à proximidade com a Floresta Amazônica. No entanto, a realidade das queimadas durante os meses mais quentes foi um choque negativo muito grande".

Fonte da imagem: itxacl

Fonte das informações: Rondoniaovivo