Biólogo descobre novas espécies de micos e alerta para riscos de extinção

O biólogo Rodrigo Costa Araújo descobriu duas novas espécies de saguis na Amazônia, que já estão ameaçadas de extinção, ressaltando a urgência na proteção.

Biólogo descobre novas espécies de micos e alerta para riscos de extinção

A escritora Clarice Lispector deixou uma marca indelével em seus leitores com reflexões profundas, como a que diz: “Todo momento de achar é um perder-se a si próprio”. Essa citação pode ressoar fortemente com o biólogo Rodrigo Costa Araújo, especialista em primatas, que dedicou quinze anos de sua vida à busca por espécies desconhecidas de saguis no Arco do Desmatamento da Amazônia.

Durante sua pesquisa, Araújo identificou duas novas espécies, entre elas o Mico munduruku, além do Plecturocebus grovesi, que foi descrita em conjunto com outros pesquisadores. Após essas descobertas, ambas as espécies foram rapidamente incluídas na lista de animais ameaçados de extinção. Essa transição, que levou anos de dedicação, foi abruptamente marcada pela notificação da iminente extinção, criando um sentimento de frustração pela possibilidade de anular o trabalho de uma vida inteira.

Além do desafio da descoberta, o professor Mario Moura, da Universidade Federal da Paraíba, destaca a necessidade de integração dos esforços para investigar a rica biodiversidade da Amazônia. Ele ressalta que é essencial que as espécies recém-descobertas recebam atenção significativa para que se possa consolidar áreas protegidas, uma vez que os saguis e micos não dispõem de voz no processo político e, portanto, dependem da ação de seus defensores.

Nas próximas eleições de outubro, dois terços das cadeiras do Senado, totalizando 34, serão renovadas. Um levantamento recente mostra que 33 senadores já confirmaram que desejam buscar reeleição, enquanto quatro decidiram se aposentar. Em Rondônia, o senador Bagatolli (PL) não participará do pleito, garantindo mais quatro anos em seu mandato. Por outro lado, os senadores Marcos Rogério (PL) e Confúcio Moura (MDB) poderão optar entre concorrer à reeleição ou ao governo estadual, sendo que Rogério já expressou interesse no Palácio Rio Madeira.

O ex-presidente Jair Bolsonaro está otimista quanto às suas candidaturas, planejando colocar a ex-primeira dama Michele no Senado em Brasília e seu filho Carlos em Santa Catarina. Em Rondônia, os bolsonaristas esperam eleger um novo governador e dois senadores, com as candidaturas de Bruno Scheidt e Fernando Máximo para o Senado e Marcos Rogério para o governo. A disputa se apresenta complexa em um estado já familiarizado com reviravoltas políticas, lembrando a estratégia vencedora do falecido governador Teixeirão nas eleições de 1982.

A contagem regressiva para as eleições de outubro já começou, quando 150 milhões de eleitores deverão escolher o novo presidente, governadores, senadores (54 dos 81), deputados federais e estaduais. O panorama em Rondônia é incerto, especialmente com o governador Marcos Rocha avaliando permanecer em seu cargo até o final do mandato, adiando sua decisão de se candidatar ao Senado. Na oposição, a expectativa em torno da decisão de Confúcio Moura também mantém o cenário aberto e indefinido.

No que tange à Câmara Federal, com deputados como Silvia Cristina (PP-Ji-Paraná) e Fernando Máximo (União Brasil-Porto Velho) já mirando o Senado em 2026, é de se esperar uma renovação significativa da bancada rondoniense. As postulações de ex-prefeitos como Hildon Chaves (PSDB) e Jesualdo Pires (PSB) em Ji-Paraná, junto com outros candidatos promissores, trazem uma nova dinâmica ao pleito.

Em Porto Velho, a disputa para a Câmara dos Deputados promete ser acirrada, com novos nomes emergindo e ameaçando a reeleição de deputados como Cristiane Lopes (União Brasil) e Coronel Chrisóstomo (PL). O ex-prefeito de Jaru, José Amauri, também coloca pressão sobre Lucio Mosquini, que ampliou suas bases e deve enfrentar novos desafios. O cenário é de intensa concorrência por espaço político e eleitoral.

As oscilações climáticas também impactam a região, com a seca afetando o Alto Solimões, mesmo durante o inverno amazônico. Por outro lado, redes de lojas e farmácias estão se expandindo em Porto Velho, intensificando a competição no mercado. Com isso, muitas pequenas farmácias estão enfrentando dificuldades para se manter diante da concorrência acirrada.

Fonte das informações: Idaron