Vereadora solicita exclusão do Cartão Previdenciário da margem consignada em Porto Velho
A vereadora Ellis Regina anunciou a solicitação ao prefeito para excluir o Cartão Previdenciário da margem consignada dos servidores, apontando riscos de endividamento.
A vereadora Ellis Regina fez um pronunciamento na sessão ordinária da Câmara Municipal de Porto Velho nesta terça-feira, 9 de setembro, onde anunciou sua intenção de solicitar formalmente ao prefeito Léo Moraes a exclusão do Cartão Previdenciário da margem consignada dos servidores municipais.
Ellis Regina argumentou que o cartão tem se mostrado uma facilidade que, na prática, tem contribuído para o endividamento de vários servidores devido à facilidade de acesso a este benefício. Atualmente, os servidores têm uma margem consignável de 70%, o que, segundo a vereadora, resulta em um ciclo de dívidas que pode comprometer significativamente os salários dos trabalhadores.
“Isso tem prejudicado muito o servidor. Estou entrando com essa solicitação junto ao Município para que faça uma análise. Acredito que a gestão deva tomar ações que sejam benéficas e que evitem atos que causem humilhação e problemas financeiros”, afirmou a vereadora.
Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Porto Velho (Sindeprof), a vereadora ressaltou que sua preocupação não é com os interesses financeiros de terceiros envolvidos na situação de endividamento dos servidores. Ela indicou a possibilidade de abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar quais valores foram descontados dos contracheques dos servidores desde a implementação do cartão.
“É uma gestão nova que teve um compromisso com o servidor, mas está enfrentando dificuldades devido a interesses alheios. A empresa que controla a margem consignável apenas trouxe prejuízos,” denunciou.
Ellis também relacionou seu discurso à campanha Setembro Amarelo, que aborda a prevenção ao suicídio. Ela apontou que o endividamento é um fator que pode contribuir para as altas estatísticas de autodestruição. “É nosso dever abordar esta questão sob uma perspectiva que transcenda o aspecto financeiro, considerando também o contexto social,” concluiu.