Caio Machado defende SUS com prevencao e inteligencia artificial
Pré-candidato Dr. Caio Machado propõe modernizar o SUS em Rondônia priorizando prevenção, tecnologia e IA nas UBS, telemedicina e atendimento a áreas remotas.
Com hospitais superlotados e pacientes enfrentando longas filas por consultas e exames, surge em Rondônia um debate sobre a necessidade de priorizar prevenção e tecnologia no SUS, além do tratamento das doenças.
O pré-candidato a deputado federal Dr. Caio Machado (MDB) propõe levar ao debate público a modernização da saúde por meio da prevenção, do uso de tecnologia e da inteligência artificial para ampliar o acesso e reduzir filas.
Segundo o médico, a proposta responde a um cenário atual de atendimento concentrado nos grandes hospitais das capitais e desloca o foco para os postos de saúde municipais, comunidades rurais, reservas extrativistas e populações distantes.
"A saúde não pode começar quando a pessoa já está doente. Ela precisa começar antes, dentro dos postos de saúde, com prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo", afirma Caio Machado.
O plano prevê o fortalecimento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) com implantação de sistemas inteligentes para auxiliar médicos, enfermeiros e equipes na detecção precoce de doenças, no acompanhamento de pacientes e na organização de filas.
Entre as ferramentas citadas estão softwares com apoio de inteligência artificial para interpretação de exames, identificação de fatores de risco, monitoramento de pacientes crônicos, gestão de filas, integração de prontuários eletrônicos, ampliação da telemedicina e sistemas de gestão para reduzir desperdícios e acelerar o acesso a consultas especializadas.
A proposta prioriza o monitoramento de condições como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, problemas oftalmológicos e saúde bucal, que, quando diagnosticadas precocemente, têm tratamentos menos complexos e custos menores para o sistema público.
Com mais de 20 anos de atuação em ações de saúde na Amazônia, em aldeias indígenas, comunidades ribeirinhas e regiões de difícil acesso, Caio destaca que a tecnologia pode diminuir desigualdades históricas e aproximar o atendimento dos que vivem fora das capitais.
"Quem mora em uma comunidade distante tem o mesmo direito à saúde de quem vive em uma capital. A tecnologia pode encurtar essa distância", diz o pré-candidato, que afirma não propor a substituição de profissionais, mas sim fornecer ferramentas mais modernas para apoiar a tomada de decisão clínica.
Para Caio Machado, o desafio da próxima década não será apenas construir mais hospitais, mas construir um SUS mais inteligente, eficiente e próximo das pessoas. "O futuro da saúde já chegou. A pergunta é: quando ele vai chegar para toda a população?"