Brasil busca autonomia para explorar terras raras frente à China
Brasil detém grandes reservas de terras raras, mas depende de empresas estrangeiras; exploração enfrenta entraves regulatórios, técnicos e de segurança.
A China concentra cerca de 70% da mineração e 90% do processamento de terras raras no mundo, posição que dá ao país vantagem estratégica no suprimento desses minerais. O Brasil é o segundo em reservas, mas depende de empresas e tecnologias estrangeiras — especialmente chinesas e norte-americanas — para transformar esse potencial em produção e valor agregado.
O aproveitamento das terras raras envolve etapas longas, caras e com alto teor tecnológico: pesquisas geológicas, autorizações, licenças ambientais e operações industriais de beneficiamento. No caso de áreas de fronteira, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) analisa e concede autorizações, e pareceres da Agência Nacional de Mineração (ANM) e outras instâncias regulatórias são exigidos.
Especialistas e autoridades alertam para o desafio adicional da fiscalização na Amazônia, onde ilícitos ambientais e atuação de grupos criminosos costumam antecipar a presença do Estado. Por isso, a entrada de interesses estrangeiros na mineração e no processamento das terras raras exige cuidados legais, técnicos e de segurança, mesmo considerando que, a médio e longo prazos, o Brasil ainda precisará de parcerias externas para desenvolver todas as etapas produtivas.
Nas eleições de 2026, os brasileiros dos quase 5 mil municípios escolherão presidente e vice-presidente, 27 governadores e seus vices, 513 deputados federais, 54 senadores, 1.025 deputados estaduais e 24 distritais (no Distrito Federal). A campanha, com o calendário de convenções partidárias previsto para o final de julho, caminha para nova disputa polarizada entre lulismo e bolsonarismo, e candidatos opositores têm dificuldades para romper esse duopólio.
Em Rondônia, o candidato ao governo Adailton Fúria (PSD) recebeu como reforço o ex-deputado estadual e empresário das comunicações Everton Leoni, que deixou o programa diário na emissora para cumprir normas eleitorais. A movimentação ocorre em Porto Velho, cidade que concentra cerca de um terço do eleitorado estadual e deve ser decisiva no confronto entre Fúria, Marcos Rogério e Hildon Chaves.
Além do apoio de Leoni, a campanha de Fúria busca o alinhamento com lideranças e estruturas administrativas, incluindo o apoio ao ex-prefeito de Cacoal e o respaldo do grupo do governador Marcos Rocha, como parte da estratégia para ampliar competitividade após as convenções.
O processo eleitoral promete renovação nas bancadas da Assembleia Legislativa de Rondônia e da Câmara dos Deputados. A insatisfação com mandatos considerados omissos tem impulsionado novos nomes, entre eles potencial de mulheres candidatas: Marley Mezomo, de Ariquemes, na disputa por vaga na Assembleia; e Sofia Andrade e Euma Tourinho, em Porto Velho, na tentativa de chegar à Câmara Federal.
Apresentadores de televisão e radialistas de Rondônia tiraram licença das emissoras no início da semana para se dedicar às campanhas eleitorais. Entre os que se desincompatibilizaram estão o conhecido apresentador de noticiário policial apelidado de Farofino, popular em Ji-Paraná, e o veterano Augusto José, da SIC TV em Porto Velho. A movimentação pode trazer surpresas nas urnas, dada a visibilidade desses comunicadores.
Na administração municipal de Porto Velho, o prefeito Leo Moraes (Podemos) anunciou a construção de quatro creches, uma na sede e as demais em distritos populosos, atendendo demanda frequente das famílias. Os recursos foram obtidos junto ao governo federal por meio de projetos técnicos elaborados pela equipe municipal, apesar das restrições orçamentárias e medidas de contingenciamento.
Em Ariquemes, a prefeita Carla Redano comemorou avanços em duas obras regionais: a nova rodoviária e o aeroporto regional do Vale do Jamari, infraestrutura considerada relevante para um polo com grande movimentação no interior de Rondônia. Em Porto Velho, seguem reclamações de contribuintes sobre a demora na regularização de imóveis, com procedimentos simples, como a alteração de titularidade no IPTU, levando até seis meses.
Nas expectativas partidárias, aguarda-se que, durante as convenções do PSD, o ex-governador Ivo Cassol confirme apoio ao candidato Adailton Fúria na disputa pelo governo estadual.