Ministério retoma obras da BR 319 e prevê início em maio de 2026
O Ministério retoma BR-319: editais em 10/4, propostas em 30/4 e início da pavimentação em maio de 2026; serão 340 km (km 250-590) e R$678 milhões.
O Ministério dos Transportes anunciou na terça-feira (31) a retomada das obras da BR-319 e apresentou um cronograma com datas para a licitação e o início da pavimentação, reativando um projeto estratégico para a integração da Região Norte após quase dois anos de paralisação.
O plano prevê a publicação dos editais em 10 de abril, a abertura das propostas em 30 de abril e o início efetivo das obras em maio de 2026, aproveitando o período de estiagem na Amazônia, considerado mais adequado para intervenções rodoviárias.
Os próximos passos previstos pelo governo federal são:
- Publicação dos editais de licitação: 10 de abril;
- Abertura das propostas: 30 de abril;
- Início das obras de pavimentação: maio de 2026.
O projeto concentra esforços no chamado “trecho do meio”, considerado o principal gargalo da rodovia. Está prevista a pavimentação de 340 quilômetros entre os km 250 e 590, com investimento estimado em R$ 678 milhões. Paralelamente, foi assinada a ordem de serviço para a construção de uma ponte sobre o rio Igapó-Açu com 320 metros de extensão, obra considerada essencial para garantir tráfego durante todo o ano.
A retomada foi anunciada pelo ministro Renan Filho e contou com o apoio da bancada amazonense. Entre os defensores da obra está o senador Eduardo Braga, que destacou o avanço após décadas de impasses: “O Amazonas esperou décadas; agora tem ordem de serviço, investimento e compromisso assinado para que o asfalto chegue de fato.”
A BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, completou 50 anos sem ter sido totalmente concluída. As obras estavam paralisadas desde julho de 2024 devido a entraves judiciais relacionados ao licenciamento ambiental.
A retomada só foi viabilizada após ajustes recentes na legislação ambiental que permitiram ao governo apresentar um novo modelo de execução e cronograma. Ainda assim, o projeto segue sob atenção de órgãos de controle e de entidades ambientais, o que pode impactar prazos e custos ao longo da execução.
Do ponto de vista econômico, a expectativa é que a pavimentação reduza custos logísticos, especialmente para a Zona Franca de Manaus, e melhore o acesso a serviços básicos para comunidades isoladas ao longo da rodovia.
Os principais desafios agora são operacionais: cumprir o cronograma anunciado, garantir o financiamento e lidar com resistências ambientais. Sem avanços nesses pontos, o histórico de promessas não cumpridas relacionadas à BR-319 pode se repetir.