Brasil pode acelerar desenvolvimento com reservas de terras raras
Brasil pode avançar como país desenvolvido explorando reservas de terras raras, mas desunião, má gestão e crises políticas em Rondônia ameaçam essa oportunidade.
Especialistas e autoridades apontam que o Brasil dispõe do segundo maior conjunto de terras raras do mundo e que a exploração inteligente desse recurso pode acelerar a transição para um país desenvolvido. O aproveitamento das reservas depende, segundo analistas, de políticas públicas integradas, investimento em tecnologia e capacidade industrial para refino e processamento, além de uma diplomacia pragmática que garanta contratos externos favoráveis.
O argumento sobre o potencial das terras raras vem acompanhado de uma análise histórica: enquanto outros países, como a China e a Coreia do Sul, seguiram trajetórias de crescimento a partir da qualificação industrial e da integração internacional, o Brasil sofreu retrocessos durante décadas que limitaram seu avanço econômico e tecnológico.
Para que a exploração das terras raras deixe de ser mera exportação de commodities, a proposta é concentrar esforços públicos e privados na formação de mão de obra qualificada, desenvolvimento de tecnologia local e na criação de cadeias produtivas que capturem maior valor agregado no país.
Em Porto Velho, a paisagem urbana tem mostrado sinais de desaquecimento imobiliário: placas de venda se multiplicam em casas, apartamentos, terrenos e pontos comerciais, enquanto prédios permanecem abandonados em várias regiões. Essa oferta crescente ocorre num contexto de êxodo, com migrantes buscando oportunidades em estados como Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Paraíba.
A saída de profissionais, incluindo médicos, para outros estados em busca de melhores remunerações tem impacto direto na arrecadação municipal e estadual, reduzindo receitas e pressionando os cofres públicos da prefeitura de Porto Velho e do governo de Rondônia.
Além disso, o aumento das tarifas aéreas, especialmente no período de férias, e a cobrança de pedágio na BR-364 são apontados como fatores que elevam o custo de vida no estado, com reflexos nos preços de supermercados e no custo do transporte de mercadorias. A concessão da Hidrovia do Madeira é outra mudança na logística regional que exige acompanhamento por parte das autoridades.
Representantes da sociedade civil e lideranças políticas locais dizem que a bancada federal e os poderes públicos devem se antecipar a eventuais impactos para proteger a população rondoniense, evitando repetir erros em que decisões tardias geraram prejuízos.
Com a aproximação das convenções partidárias de 2026, que vão homologar candidaturas ao governo de Rondônia, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, os pré-candidatos intensificam agendas públicas. Nomes como Expedito Neto (PT), Samuel Costa (PSB) e Luís Carlos Teodoro (PSOL) seguem em atividade nas ruas, na imprensa e em visitas a bairros e municípios.
Algumas campanhas contam com mais recursos, caso de Expedito Neto, que será beneficiado por repasses do fundo partidário do PT, enquanto partidos menores sinalizam restrições orçamentárias para a disputa eleitoral.
Uma movimentação política coloca em evidência o ex-senador Expedito Júnior, que tem apoiado simultaneamente duas postulações em Rondônia: a do ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) e a de seu filho, Expedito Neto (PT). Fontes próximas às articulações afirmam que a estratégia familiar pode gerar tensão entre os núcleos de apoio e desconforto em setores dos partidos envolvidos.
Em julho, a campanha de Adailton Fúria deve intensificar atividades em Porto Velho para tentar recuperar desempenho nas pesquisas. A mobilização prevê uso da estrutura do governo estadual para ampliar a presença do candidato, com participação de lideranças como o governador Marcos Rocha e o vice na chapa, Everton Leoni, segundo integrantes do PSD. Há relato também de que o ex-governador Ivo Cassol planeja afastar-se temporariamente de suas funções para atuar nas articulações eleitorais.
Autoridades e fontes locais alertam ainda para a presença crescente de organizações criminosas no estado, com ações que, segundo denúncias, teriam chegado a órgãos públicos e processos de contratação. Relatos mencionam desde funcionários fantasmas até problemas na execução de obras e serviços. Integrantes da sociedade civil pedem investigação e ações de controle para frear práticas ilícitas.
No plano municipal, críticas são direcionadas a vereadores que, segundo observadores, se apropriam da paternidade de obras municipais. No campo partidário, figuras como o ex-senador Valdir Raupp e a ex-deputada federal Marinha Raupp permanecem fora das articulações do MDB, sem declararem apoio ao pré-candidato a governador Pedro Abib, que enfrenta dificuldades nas pesquisas ao lado de candidatos de siglas menores.