Terras raras e satélites enfraquecem soberania brasileira

Satélites expõem pistas clandestinas na Amazônia; Brasil perde soberania sobre terras raras e enfrenta crises orçamentárias e violência fluvial em Rondônia.

Terras raras e satélites enfraquecem soberania brasileira

Enquanto o termo “soberania” perde força diante da globalização econômica, o tema dos satélites e das tecnologias associadas avança, assim como a relevância das reservas de terras raras. O Brasil é apontado como o segundo maior detentor desses minerais, mas avança timidamente na exploração comercial. Países como China e Estados Unidos dispõem de capacidade técnica e financeira para aproveitar rapidamente esse potencial, o que reduz a margem de autonomia do país e torna negociações internacionais determinantes para o aproveitamento das jazidas.

Há casos de iniciativas subnacionais que buscam acordos externos: o estado de Goiás firmou tratativas sobre terras raras em caráter estadual, apesar de a exploração mineral ser competência federal, o que suscita dúvidas sobre a conformidade jurídica e os impactos na política de soberania nacional.

No âmbito da segurança, levantamento do MapBiomas identificou quase três mil pistas de aviação irregulares na região amazônica, enquanto órgãos oficiais monitoram pouco mais de mil. A discrepância indica a existência de pistas utilizadas por atividades ilícitas que escapam ao controle institucional, o que aumenta riscos para a fiscalização territorial e para o combate a crimes ambientais e contrabando.

Em Porto Velho, a prefeitura anunciou contingenciamento de recursos do orçamento municipal. A medida foi confirmada pela vereadora Elis Regina, que representa o sindicato dos servidores. A administração municipal, liderada pelo prefeito Leo Moraes, justificou o ajuste como necessário para honrar salários do funcionalismo e manter serviços essenciais, apontando endividamentos anteriores como causa da crise. Autoridades também fazem apelo para a regularidade no pagamento do IPTU como forma de ampliar a arrecadação.

Nos rios da Amazônia, especialmente em áreas próximas a Porto Velho, cresce a ação de grupos criminosos conhecidos como "piratas dos rios". Eles têm sido responsabilizados por roubos de combustíveis e cargas, assaltos a embarcações de passageiros, depredação de ambulanchas, tráfico de drogas e extração de ouro ilegal, com consequente poluição dos rios e igarapés. Autoridades relatam que quando fiscalização em estados como Pará e Amazonas se intensifica, parte desses grupos migra para Rondônia, que dispõe de estrutura limitada para enfrentamento.

No âmbito eleitoral, um candidato considerado fora da tradição política local, o empresário Bruno Scheidt, tem se destacado nas disputas ao Senado em Rondônia. Apoiado por recursos de grande escala e por associação a nomes nacionais, sua entrada no pleito tem provocado reação de políticos locais veteranos. Pesquisas encomendadas por distintos atores exibem variações na preferência do eleitorado, tema que deve evoluir até as convenções e a votação de outubro.

O ex-prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho, recentemente absolvido em instâncias judiciais, atribui aos governos estaduais anteriores, liderados por Ivo Cassol e Confúcio Moura, parte da responsabilidade pela atual crise de saneamento na capital. Sobrinho aparece hoje como comentarista em programa televisivo e afirma não ter intenção de disputar cargos eletivos neste momento.

Ex-deputados estaduais e ex-prefeitos de várias regiões do estado intensificam mobilizações para tentar recuperar espaço político nas eleições vindouras. Entre os nomes citados em diferentes municípios estão Jair Montes, Ribamar Araújo, Hermínio Coelho (Porto Velho), Ernandes Amorim (Ariquemes), Cássia dos Muletas (Jaru), Glaucioni Nery (Cacoal) e Carlos Magno (Ouro Preto do Oeste), que trabalham para reforçar bases e disputar cargos em 2026.

No campo do turismo e da articulação política regional, o lago do Cuniã vem se consolidando como atração em pacotes turísticos de Porto Velho, com destaque para a observação da fauna local. A deputada estadual Ieda Chaves amplia atuações no interior, especialmente no Vale do Jamari e região do Café, enquanto o ex-líder partidário Lúcio Mosquini amplia seu reduto também na capital, consolidando bases em busca de votação expressiva para a Câmara dos Deputados.

Foto: Divulgação

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Fonte das informações: Rondoniaovivo