Lars Peter Hansen propõe pagamento ao Brasil para proteção da Amazônia
Economistas discutem pagamento de US$ 25 por tonelada de carbono para reflorestamento no Brasil, visando proteger a Amazônia e desestimular o desmatamento.
Um grupo de economistas, liderado pelo Nobel de Economia Lars Peter Hansen, defende a compensação financeira ao Brasil para a proteção de sua biodiversidade. Durante a COP30, veio à tona uma proposta em que se sugere um pagamento de 25 dólares por tonelada de carbono capturada. Essa cifra foi elaborada em colaboração com especialistas brasileiros e um cientista da computação americano, e representa um aumento em relação à estimativa anterior de 15 dólares, embora os preços na Europa cheguem até a 75 dólares.
Hansen destaca a importância de incentivar os produtores rurais a não desmatarem a Amazônia e aderirem a projetos de reflorestamento, suplicando um comprometimento por parte do governo global na preservação dos recursos naturais brasileiros. Contudo, resta saber se esse novo valor será suficiente para motivar aqueles que atualmente praticam o desmatamento a mudarem suas práticas.
Na região amazônica, todos os vice-governadores estão se preparando para as eleições estaduais do próximo ano. Com a saída dos atuais governadores em abril para concorrer ao Senado, cada vice já está em busca de seu espaço político. Tadeu de Souza, do Amazonas, Mailza de Assis, do Acre, Sergio Gonçalves, de Rondônia, e Hanna Chassan, do Pará, são os nomes que despontam nas disputas.
A vice-governadora do Pará, Hanna Chassan, desfruta da melhor situação nas pesquisas, impulsionada pela boa avaliação do atual chefe do Executivo. Em contrapartida, Sergio Gonçalves de Rondônia enfrenta dificuldades, como divisões em sua base e a falta de apoio do governador Marcos Rocha para sua sucessão. No Amazonas, a situação de Tadeu de Souza é grave, enquanto no Acre, Mailza pode ter a concorrência do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalon, ligado ao bolsonarismo.
Em Rondônia, corre-se o rumor de que o governador Marcos Rocha deseja transferir o governo ao seu vice, mas mantendo um controle sobre o novo governo, o que causa descontentamento em Sergio Gonçalves. Ele resiste a essa imposição, que poderia prejudicar sua reeleição, evidenciando o impasse entre os políticos que ainda não se acertaram.
A crescente onda de feminicídios, que aflige diversas regiões do mundo, está também presente na Amazônia. Os índices alarmantes de feminicídios em cidades como Porto Velho, Manaus e Rio Branco têm gerado preocupação nas autoridades locais. O presidente Lula busca endurecer as penas contra esses crimes. A expectativa gerada pela Lei Maria da Penha, que prometia a diminuição das violências contra a mulher, não se concretizou e a situação se agravou nas últimas duas décadas.
Nos últimos tempos, uma nova questão tem surgido no contexto evangélico: a chamada “facção evangélica”, que teria sido criada por criminosos que se intitulam evangélicos para reduzir suas penas de prisão. A população cristã precisa estar atenta nas próximas eleições, pois muitos políticos eleitos com o apoio evangélico têm se envolvido em escândalos de corrupção. Neste cenário, diversos membros da Assembleia Legislativa de Rondônia, inclusive ex-presidentes, foram detidos por desvios de recursos públicos.
As expectativas em Rondônia aumentam entre os partidos da base aliada do presidente Lula, com grandes obras como a ponte binacional de Guajará Mirim e a Usina Hidrelétrica de Tabajara no horizonte. Entretanto, em Rio Branco, há preocupação com a possibilidade de novas cheias em 2024, dada a alternância entre períodos de seca e cheia enfrentada nos últimos anos. Por fim, algumas empresas tradicionais, como o bar do canto e o restaurante Péreas em Porto Velho, estão fechando suas portas, refletindo a crise econômica na região.