Insatisfeitos com “limpeza” na AROM, grupo de prefeitos tenta motim para tirar mandato de Hildon Chaves
Um grupo de prefeitos articula para destituir o presidente da AROM, Hildon Chaves, por supostos atos de omissão e irregularidades, enquanto Chaves se prepara para apresentar as contas da entidade.
Um grupo de 12 prefeitos de pequenas cidades do interior está articulando um golpe contra a Associação Rondoniense de Municípios (AROM) para destituir a atual diretoria e lançar o nome do prefeito do Vale do Paraíso, Charles Luis Gomes, como futuro presidente da entidade. Um edital publicado em edição extraordinária do Diário Oficial dos Municípios convocou os prefeitos para uma assembleia extraordinária no próximo dia 3 de abril com a pauta principal de destituir o presidente do Conselho da AROM.
Os motivos apresentados incluem a omissão de prestação de contas e o descumprimento de obrigações institucionais. O ex-prefeito Hildon Chaves, que presidiu a AROM com 97% dos votos e possui mandato até 2026, está sendo alvo de uma estratégia que visa desestabilizar seu capital político, especialmente em sua potencial candidatura ao Senado ou ao Governo em 2026.
A convocação da assembleia é vista como uma manobra ilegítima, principalmente pelo local escolhido: o escritório do advogado Nelson Canedo, que é ligado à campanha do atual prefeito de Porto Velho, Léo Moraes. Segundo juristas, essa divulgação pode configurar crime de improbidade administrativa.
Outro ponto controverso é que muitos prefeitos que assinaram o edital não estão em dia com suas obrigações financeiras perante a AROM. O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, não repassou os recursos devidos desde janeiro deste ano, quando assumiu.
Entre os signatários estão os prefeitos Cleone Lima Ribeiro (Vale do Anari), Idiznei Castro Martins (Itapuã do Oeste), Charles Luis Pinheiro Gomes (Vale do Paraíso), Éder da Silva (Rio Crespo), Gilmar Tomaz de Souza (Governador Jorge Teixeira), Gilliard dos Santos Gomes (Theobroma), João José de Oliveira (Nova União), Ezequiel Saldanha (Urupá), Jair Luiz (Alvorada do Oeste), Cícero Godoi (Castanheiras) e Lucas Pereira (Primavera de Rondônia).
Por outro lado, Hildon Chaves já havia convocado uma assembleia geral para o dia 1 de abril, conforme exige o estatuto da AROM, na qual pretende apresentar as contas da entidade, destacando suas receitas e despesas desde que assumiu o cargo em maio de 2023. As articulações contra ele começaram após a exoneração de 10 pessoas ligadas a administradores anteriores, uma ação que visa sanar questões trabalhistas que resultaram em altas indenizações.