Governo lança programa Gás do Povo para beneficiar 15 5 milhões de famílias

O programa Gás do Povo, lançado pelo governo brasileiro, visa fornecer gratuidade no botijão de gás para 15,5 milhões de famílias até 2026, promovendo justiça social.

Governo lança programa Gás do Povo para beneficiar 15 5 milhões de famílias

O Governo do Brasil anunciou que espera alcançar 100% do público-alvo do programa Gás do Povo até março de 2026. A iniciativa, que visa oferecer gratuidade no botijão de gás de cozinha, beneficiará 15,5 milhões de famílias, totalizando cerca de 50 milhões de pessoas em todo o país.

O lançamento do programa ocorreu em 4 de setembro em Belo Horizonte, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este projeto tem como objetivo promover justiça social, saúde e dignidade para famílias de baixa renda, assim como facilitar o acesso ao gás de cozinha. No estado de Rondônia, por exemplo, 112.700 famílias serão atendidas pela iniciativa.

Segundo o presidente Lula, a proposta é fundamental para diminuir desigualdades sociais, assegurando que nenhum trabalhador precise gastar uma parte considerável do salário com a compra de gás. "Estamos assumindo a responsabilidade de garantir que uma pessoa não precise gastar 10% do salário mínimo para comprar gás", afirmou.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância do programa ao considerar o gás de cozinha um item essencial para a segurança alimentar e o bem-estar social. O Gás do Povo visa combater a pobreza energética e proporcionar alívio no orçamento das famílias mais vulneráveis, além de proteger a saúde, especialmente de mulheres e crianças expostas a materiais inflamáveis prejudiciais.

A região Nordeste será a mais beneficiada, com a expectativa de que mais de 7,1 milhões de famílias sejam atendidas. A seguir, estão as regiões Sudeste (4,4 milhões), Norte (2,1 milhões), Sul (1,1 milhão) e Centro-Oeste (889 mil).

O programa também se destaca pela quantidade de estados com grandes números de beneficiados. O Pará contará com 1,11 milhão de famílias, seguido pelo Maranhão (1,01 milhão), Ceará (1,13 milhão), Pernambuco (1,14 milhão), Bahia (1,84 milhão), Rio de Janeiro (1,12 milhão), Minas Gerais (1,20 milhão) e São Paulo (1,87 milhão).

A transição do programa existente, o Auxílio Gás, para o Gás do Povo ocorrerá em 2025. O novo formato elimina o repasse em dinheiro para a entrega direta dos botijões aos beneficiários. O governo estima distribuir 65 milhões de botijões anualmente, com um investimento previsto de R$ 3,57 milhões para este ano e R$ 5,1 bilhões para 2026.

Para ter direito ao Gás do Povo, as famílias devem estar registradas no Cadastro Único (CadÚnico) e ter renda per capita de até meio salário mínimo. O programa prioriza aquelas que recebem o Bolsa Família e a quantidade de botijões que poderão ser retirados anual varia com o tamanho da família.

Os beneficiários poderão retirar os botijões nas revendas credenciadas, utilizando um vale digital, de forma direta e sem intermediários. O acesso ao benefício será administrado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Uma das metas do programa é reduzir a dependência do uso de lenha para cozinhar, que está relacionado a diversos problemas de saúde. A utilização de lenha expõe famílias, em especial mulheres e crianças, a riscos elevados de poluentes tóxicos, segundo dados do IBGE. Atualmente, 12,7 milhões de famílias utilizam tanto lenha quanto botijão de gás, sendo que cerca de 5 milhões pertencem a grupos de baixa renda.

A queima de lenha pode resultar em poluição excessiva, aumentando o risco de infecções respiratórias graves em crianças e contribuindo para doenças pulmonares crônicas em mulheres. Além disso, o uso de lenha exige que a família gaste até 18 horas por semana na coleta do material, o que afeta negativamente o tempo disponível para educação das crianças.

Com a implementação do Gás do Povo, o governo espera oferecer uma alternativa mais saudável e segura, uma vez que o GLP é amplamente acessível, cobrindo 91% dos domicílios brasileiros, conforme dados da Empresa de Pesquisa Energética.

Fonte das informações: Idaron