Amazônia registra 30 milhões de hectares queimados em 2024 aponta relatório
O mapeamento de incêndios do MapBiomas revela que a maioria das áreas queimadas na Amazônia ocorre em pastagens, destacando a necessidade de monitoramento preciso do desmatamento.
Em 2024, o Brasil enfrentou a perda de 30 milhões de hectares queimados, com destaque para os prejuízos na Amazônia, conforme o Relatório Anual do Fogo do MapBiomas. Apesar do tarifaço promovido por Donald Trump ainda não ter gerado um impacto significativo, alguns aumentos de preços estão sendo atribuídos a ele. Criminosos que causam essas queimadas utilizam a severidade da seca dos anos anteriores como justificativa, apresentando um fator menos defensável do que o presidente dos EUA.
O MapBiomas compilou dados que revelam uma análise detalhada da situação, podendo distinguir entre áreas nativas e modificadas pela ação humana. Os biomas mais atingidos entre 1985 e 2024 foram Caatinga, Cerrado, Pampa e Pantanal, com mais de 80% da vegetação afetada. Na Amazônia, por exemplo, 53,2% da área queimada ocorreu em pastagens.
Essas informações ajudam a oferecer uma visão mais precisa sobre o desmatamento, evitando generalizações que responsabilizavam apenas um ator pelo problema.
A Caravana da Esperança, um movimento que reúne partidos de centro e esquerda, mobilizou o cenário político em Ariquemes durante o último fim de semana. Liderado por siglas como MDB, PT e PDT, esse agrupamento está projetando a candidatura do senador Confúcio Moura ao governo estadual, além de apoiar o ex-senador Acir Gurgacz para uma vaga no Senado. As lideranças observam um fortalecimento da coalizão em todo o estado.
No contexto das candidaturas ligadas ao bolsonarismo para a presidência, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro têm atacado governadores como Ronaldo Caiado, Carlos Massa Ratinho Junior e Romeu Zema, chamando-os de covardes. A situação gera um clima de incerteza, já que muitos não acreditam na viabilidade de uma candidatura de Jair Bolsonaro e os aspirantes à sucessão estão se adiantando na corrida eleitoral.
O MDB, que historicamente emplacou governadores e senadores em Rondônia, está buscando se reestruturar diante das perdas para o bolsonarismo. O partido atrai filiações significativas para sustentar a Caravana da Esperança, com o objetivo de formar chapas completas para as eleições de 2026.
Historicamente, o MDB nunca foi visto como o favorito em disputas pelo governo estadual. Casos como o de Ângelo Angelim, que assumiu o governo apesar de ser o menos votado, e a vitória surpreendente de Valdir Raupp em 1994, exemplificam essa realidade. Confúcio Moura, que venceu em duas oportunidades, também não era o favorito em nenhuma delas e não é considerado um candidato preferido para 2026.
A situação do ex-governador Ivo Cassol, que enfrenta problemas de elegibilidade, está atrasando a definição dos candidatos ao Palácio Rio Madeira. Se a inelegibilidade de Cassol for revertida, outros candidatos conservadores alinhados ao bolsonarismo poderão contar com seu apoio, caso contrário, as candidaturas de Marcos Rogério, Fernando Máximo e Adailton Fúria ficam em espera.
A ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro no apoio a candidatos locais mexe com a dinâmica política, fazendo com que o senador Confúcio Moura, o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves e o vice-governador Sergio Gonçalves se preparem para a disputa eleitoral. Moura se beneficia da força do MDB e seus aliados, enquanto Hildon Chaves destaca-se por sua gestão em Porto Velho e Sergio Gonçalves usa a estrutura do governo para sua campanha.
Por fim, destaca-se que será realizada mais uma conferência para atualizar o Plano Diretor de Porto Velho, com audiências públicas programadas para setembro, além de problemas emergentes na saúde pública de Rio Branco devido à seca severa no Acre e as questões sociais provocadas por garimpos clandestinos em Porto Velho.